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Francisco e Jacinta: Espiritualidade na vida e na arte

«O Francisco e a Jacinta morreram os dois muito novinhos. Desde então, ambos prosseguem a sua missão do alto dos Céus. O Francisco não se tornou padre, no entanto, exerce um sacerdócio misterioso no paraíso, para ensinar a amar o Jesus escondido, para santificar os padres e consolar aqueles que sofrem. A Jacinta não se tornou freira, no entanto, junto de Nossa Senhora, reza pelos pecadores, intercede para livrar do inferno as almas mais necessitadas, ensina a amar o Coração Imaculado de Maria, e pede proteção para o Santo Padre, tão humilhado.

Estas duas crianças, que viveram tão precoce e intensamente a vida cristã, são elas que velam com tanto amor pelos jovens do mundo inteiro, ameaçados por tantos perigos. São elas que rezam por cada um de nós. Elas, que nos precederam, chamam-nos ao caminho da santidade. São elas que nos mostram que é possível. E mostram isso desde a mais tenra idade. Com a ajuda do Senhor e de Nossa Senhora.

Ambos desapareceram do “teatro deste mundo”, mas foi Deus que assim o quis, para que ambos possam expandir mais o bem que fazem, para que sejam mais poderosos junto dos Corações de Jesus e de Maria, e para que, através deles, se alcancem os santos de que o mundo tanto precisa. Ambos rezam e intercedem pela santificação de toda a humanidade» (Bernard Balayn).

Os bem-aventurados e os santos têm cada um a sua personalidade, pelo que a tradição costuma representá-los com atributos que os identificam.

Quais são os principais atributos do Francisco e da Jacinta? São especialmente raras as crianças que foram beatificadas ou canonizadas, mesmo quando mártires – e é raro serem representadas individualmente e não em grupo –, pelo que o primeiro traço imediatamente reconhecível a salientar é a sua fisionomia de criança.

Um outro traço característico da sua iconografia é serem representados como pequenos pastores, portanto, rodeados das suas ovelhas; neste caso, eles são a imagem do Bom Pastor.

E o que é que eles têm nas mãos? Por exemplo, o Francisco tem uma flauta, mais frequentemente um terço, ou então um cordeiro – com auréola –, o símbolo do Cordeiro Pascal. Quando a Jacinta pega num cordeiro ao colo e o abraça, o Francisco segura a Santa Face com ternura sobre o seu coração; e quando é ele que pega num cordeiro ao colo, a sua irmã, que tanto gostava de flores, pega num ramo.

Também se podem ver ambos em oração pelo Santo Padre ou em adoração diante do Jesus escondido. Um último traço indispensável a sublinhar: ambos estão unidos pelos laços de família, pela mensagem que viveram e pela sua beatificação conjunta, portanto, os dois estão representados juntos, são inseparáveis para sempre (cf. Marco Daniel Duarte).


 

Jean-François de Louvencourt
In Dia a dia com Francisco e Jacinta de Fátima, ed. Paulinas
Imagem: Santos Jacinta e Francisco Marto | D.R.
Publicado em 20.02.2021

 

 
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