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«Pensa-se que a Igreja, se não é hostil à cultura, pelo menos é indiferente, quando é o contrário», diz arcebispo de Braga

O arcebispo de Braga abriu esta quinta-feira a segunda sessão do ciclo “Espiritualidade, Arte e Poesia”, que decorre até 9 de julho por videoconferência, tendo manifestado a sua «alegria» pelo facto de a Pastoral da Cultura da arquidiocese realizar a iniciativa.

«Por vezes pensa-se que a Igreja, se não é hostil à cultura, pelo menos é indiferente, quando é o contrário: a Igreja foi sempre não só favorável à cultura, como a promoveu e a foi sustentando ao longo dos séculos», frisou D. Jorge Ortiga.

Depois de referir que «a cultura é feita de muitas coisas», pelo que «não é fácil, hoje, definir» o que é, o prelado vincou que, na sua dimensão do conhecimento, «é sempre bom confrontarmos ideias, trocarmos pareceres, opiniões, porventura diferentes».

A iniciativa patenteia o «compromisso que a Igreja tem com a cultura, e, naturalmente, também este acreditar em cada um de vós que, semanalmente, vão estando presentes neste ciclo, para vos interpelar, vós que sois intérpretes da cultura que a Igreja quer criar, para que depois cada um de vós, no seu meio ambiente, vá promovendo essa mesma cultura».

«Uma cultura que é essencialmente humana», marcada pela dimensão do «personalismo» e que acentua a «centralidade da pessoa», e, «naturalmente, o respeito por todos», apontou o arcebispo-primaz.

D. Jorge Ortiga agradeceu a presença das cerca de 120 pessoas que assistiram à intervenção do diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, José Carlos Seabra Pereira, que falou sobre “Os pontos de convergência na Arte, na Poesia e na Espiritualidade”.

O prelado enalteceu a participação de «quem deseja não apenas conhecer, mas assumir a responsabilidade de assumir um mundo melhor e diferente a partir desta maravilha que é o ser humano poder pensar».

«Quando podemos pensar, podemos construir, e é isso que, fundamentalmente, interessa. Não basta pensar por pensar, mas é preciso um pensar para construir», concluiu D. Jorge Ortiga.

O ciclo, com participação gratuita, mas inscrição obrigatória, prossegue na segunda-feira, 29 de junho, com o dramaturgista e presidente do Teatro Nacional São João, Pedro Sobrado, que refletirá sobre a “Espiritualidade e Arte: o ser humano procura o que está ao longe.

O poeta e crítico António Carlos Cortez inaugurou esta série de conferências, que contará com as participações do escritor Mário Cláudio (2 de julho), do P. Adelino Ascenso (6 de julho), e do ator e encenador Luís Miguel Cintra (9 de julho).


 

Rui Jorge Martins
Imagem: D. Jorge Ortiga | D.R.
Publicado em 26.06.2020

 

 

 
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