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Em memória de Leonor Xavier: «A vida é um milagre e a morte é um grande mistério»

«Creio muito na unidade na diversidade das vozes e das pessoas»; «os cristãos não podem ser passivos»; «há um compromisso quando se escreve»: a 24 de abril de 2019, a escritora Leonor Xavier participou no ciclo “E Deus nisso tudo?”, conjunto de conversas com a jornalista Maria João Avillez organizado pela paróquia do Campo Grande, em Lisboa.

Durante o diálogo de aproximadamente uma hora, que pela primeira vez é apresentado em vídeo, Leonor Xavier recorda alguns dos momentos determinantes da sua vida, desde a juventude até às iniciativas mais recentes preparadas na comunidade da capela do Rato, também na capital.

O tempo passado no Brasil, as múltiplas vivências e as «derrapagens» por que passou, os diários suspensos, o cancro, doença que a acompanhou nos últimos anos e que causou a sua morte, neste domingo, 12 de dezembro, aos 78 anos, foram alguns dos temas referidos na entrevista.

Sobre a fé, Leonor Xavier falou da religiosidade nos primeiros anos de vida, da necessidade de continuamente dar graças a Deus, do percurso no movimento Nós Somos Igreja, dos Padres do Deserto, da alegria e do sofrimento narrados nos Evangelhos, do júbilo, do perdão, do sopro do Espírito Santo, do papa Francisco, do diálogo entre as diferenças.

Nascida em Lisboa no ano de 1943, Leonor Xavier licenciou-se em Filologia Românica. Iniciou-se no romance com “Ponte-aérea”, seguindo-se “O ano da travessia” e “Botafogo”. Foi biógrafa de Maria Barroso, Raul Solnado e Rui Patrício. Escreveu o livro de crónicas “Colorido a preto e branco” e a autobiografia “Casas contadas”(prémio Máxima de Literatura 2010). Foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem de Mérito, em 1987.

Publicou igualmente “Doze mulheres e um almoço de Natal”, “Passageiro clandestino” (em torno à doença oncológica, prémio Frei Bernardo Domingues 2016), “Portugal tempo de paixão”, “Portugueses do Brasil e brasileiros de Portugal”, “Peregrinação” e “Há laranjeiras em Atenas”. Em 2022 prevê-se o lançamento do seu último livro, “Adolescência”.









 

Rui Jorge Martins
Imagem: Leonor Xavier | D.R.
Publicado em 16.12.2021

 

 
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