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Igreja está a reposicionar-se no mundo da cultura: Humildade, diálogo, frontalidade

«Há um reposicionamento da Igreja na relação com outros que estão a interferir seriamente na cultura», afirmou hoje o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. João Lavrador.

Em declarações à margem do 13.º Encontro Nacional de Referentes da Pastoral da Cultura, que decorre em Fátima, o também bispo de Angra lembrou a mensagem que o papa dirigiu à cúria romana, por ocasião dos votos natalícios, na qual recorda que já não é só a Igreja a fazer cultura.

«Devemos ter a humildade para dizer que os cristãos, sendo uma minoria, têm de estar cada vez mais conscientes daquilo que são, em quem acreditam, mais conscientes do projeto que têm de assumir e aprofundar para si próprios, para, de uma maneira destemida, com frontalidade, em diálogo com todos os intervenientes da cultura, poderem encontrar a realidade comum que favoreça o ser humano, a partir dos grandes valores que o edificam, como a justiça, a paz, a fraternidade, no sentido da convivência harmoniosa entre todos», acentuou.

Para D. João Lavrador, o «primeiro grande desafio» para os referentes da Pastoral da Cultura é «estar atento», nomeadamente às «invetivas de rutura cultural» que se estão a projetar.

«A cultura tem o seu progresso, a sua evolução, a sua renovação permanente, mas as ruturas – a não ser quando se tratam de questões que a afetam maleficamente – que se provocam com alguma intencionalidade exterior à própria evolução da cultura devem ser rejeitadas», defendeu.

«Estamos num período de grandes ruturas culturais, o que está a criar algum embaraço na sociedade, e na própria compreensão do ser humano, e naquilo que ele é na sua relação com os outros. Tudo isto deve preocupar», acrescentou.

D. João Lavrador sublinha que «quando há ruturas entre Evangelho e cultura», a Igreja tem «uma dificuldade imensa para que ele seja plenamente assumido e vivido».

«O Evangelho é para uma vivência pessoal e comunitária, mas é também para estar no mundo como fermento do Reino de Deus, que quer oferecer ao mundo os valores necessários à dignidade humana e para o bem comum», e, nesse sentido, «Deus é um pressuposto fundamental para a convivência de todos os povos», destaca.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: D. João Lavrador
Publicado em 25.01.2020

 

 
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