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Espiritualidade, ética e poética da ecologia na Jornada Nacional da Pastoral da Cultura

A 16.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, dedicada à salvaguarda da ecologia e ao cuidado do planeta no dia 6 de junho, em Fátima, contará com as intervenções dos professores e investigadores Luísa Schmidt, Maria João Reynaud e Viriato Soromenho-Marques.

«Para lá da visibilidade atual na esfera pública e nos meios de comunicação, a evidente candência das alterações climáticas e das consequências geofísicas e económico-sociais, as implicações políticas e as conexões ideológicas, as responsabilidades éticas e os projetos interventivos impõem um debate de ideias e um programa operativo a que a Igreja tem acorrido, até assumir um papel condutor no cuidado pela casa comum da humanidade», considera José Carlos Seabra Pereira, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que organiza o encontro.

O responsável espera que os convidados agora anunciados, a que se juntarão outras personalidades, proponham, através das palestras e do diálogo com o público, uma «análise prismática e catalisadora de uma ecologia integral, mas sem esquecer a espiritualidade e a poética (reafeiçoando a ecocrítica e revisitando prospectivamente a tradição bucólica) da consciência ecológica», inspirando a audiência para os «melhores desígnios».

«Ainda não fizemos uma reflexão teológica da ecologia. Temos perspetivas políticas, também provenientes dos influenciadores, como Greta Thunberg, que têm o seu valor, mas há uma reflexão teológica a fazer», frisou o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. João Lavrador, em janeiro, aquando da divulgação do tema da Jornada.

Luísa Schmidt é socióloga e investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tendo integrado a equipa que introduziu a Sociologia do Ambiente em Portugal na investigação e no ensino.

Publicou, como autora ou em colaboração, "Sustentabilidade. Primeiro grande inquérito em Portugal" (2018), “Clima de tensão: Ação humana, biodiversidade e mudanças climáticas” (2017), “Portugal - Ambientes de mudança. Erros, mentiras e conquistas” (2016), “Ambiente, alterações climáticas, alimentação e energia: a opinião dos portugueses” (2014), "País (in)sustentável - Ambiente e qualidade de vida em Portugal" (2007) e “Autarquias e desenvolvimento sustentável”, entre outras obras. Intervém na rádio e imprensa escrita sobre questões ambientais e de cidadania.

Maria João Reynaud doutorou-se em Literatura Portuguesa e é professora associada da Faculdade de Letras do Porto, onde leciona Literatura Portuguesa (séculos XIX e XX) e orienta seminários de poesia portuguesa contemporânea.

É autora de estudos e artigos sobre narrativa, poesia e teatro em revistas nacionais e estrangeiras, tendo publicado, por exemplo, "Fernando Echevarría - Enigma e transparência" (2001, 2019), “Margens – Ensaios de literatura” (2017), “Matéria poética – Ensaios de literatura portuguesa” (2009), "Luz de intimidade" (poesia, 2005), "Metamorfoses da escrita" (2000, Prémio PEN Clube de Ensaio), e "Húmus", de Raul Brandão (edição crítica, 3 volumes, 2000).

Viriato Soromenho-Marques doutorou-se em Filosofia e é professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi um dos promotores do Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, congregando a Universidade de Lisboa, a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade Técnica de Lisboa. Desde 1978 exerce intensa atividade no movimento associativo ligado à defesa do ambiente, tendo sido presidente da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

É presença regular na imprensa escrita e audiovisual, tendo assinado várias obras, como “Depois da queda” (2019), “Ética aplicada: Ambiente” (2017), “Portugal na queda da Europa” (2014), “Tópicos de filosofia e ciência política” (2011), “O ambiente na encruzilhada” (2010), “Direitos humanos e revolução” (2005), “O desafio da água no século XXI” (2004), “O futuro frágil” (1998).


 

Rui Jorge Martins
Imagem: "Tarde de verão na ilha de La Grande Jatte" (det.) | Georges-Pierre Seurat | 1884
Publicado em 25.02.2020

 

 

 
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