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Imprensa internacional destaca peregrinação do papa a Fátima

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Imagem Papa Francisco sobrevoa Fátima | 12.5.2017 | D.R.

A profunda devoção mariana do papa Francisco encontra no contexto de Fátima um lugar «ideal» para manifestar-se com todo o seu vigor. Na cidade portuguesa, com efeito, onde o culto à Virgem é particularmente sentido, o amor por Maria, traço característico dos fiéis da América Latina, é o sinal forte de uma peregrinação que pretende lançar uma mensagem de paz num mundo atravessado por conflitos e tensões.

Do "Times" ao "New York Times", do "Guardian" ao "Los Angeles Times" emerge com evidência o significado de uma viagem que, recordando a dimensão mariana, reitera a urgência de abater os muros e superar as divisões.

O "Los Angeles Times" (EUA) acentua o facto de que na oração recitada na capelinha das Aparições Francisco ter convidado os fiéis a seguir os passos dos pastorinhos pobres difundindo a mensagem de paz e justiça também e sobretudo em tempos de guerra.

O artigo do "Guardian" (Inglaterra) cita uma peregrina, Elisabete Fradique Conceição, que recorda que é segunda vez que se encontra em Fátima por ocasião da visita de um papa: «A primeira vez foi com João Paulo II. É uma emoção fortíssima que continua e que reforça a minha fé na base da devoção mariana», afirma.

No "Avvenire" (Itália) recorda-se que Francisco é o quarto papa a ir a Fátima. Depois de 13 de maio de 1981, João Paulo II voltou mais duas vezes à cidade mariana. «Era o tempo da guerra fria, da ameaça nuclear, do império comunista que procurou calar um papa incómodo», escreve o enviado. Hoje muito mudou, «mas não tudo». Porque para além das diferenças dadas pelas contingências históricas, é sempre necessário invocar a Virgem, «triunfo sobre o assalto do mal».



«Quando perguntavam à avó como tinha acontecido, respondia sempre da mesma maneira: "Os meus filhos não são mentirosos, fui eu que os eduquei. Se disseram que a viram, estou certa de que realmente a viram"»



O também transalpino "Corriere della Sera" sublinha que na oração formulada na capelinha das Aparições Francisco falou da «Igreja vestida de branco», como a retomar a interpretação simbólica de Joseph Ratzinger, a via-sacra do século XX, a imagem do bispo de branco a evocar os vários papas que partilharam o sofrimento de «um século de mártires», de «sofrimentos e perseguições da Igreja», das duas guerras mundiais e de «muitas guerras locais». O enviado sublinha depois que o papa, ao recomendar aos fiéis o culto de Maria, citou Paulo VI: «Se queremos ser cristãos, devemos ser marianos». Mas ao mesmo tempo, sublinha o texto, Francisco advertiu para os desvios "fatimistas", para os excessos devocionais que arriscam contaminar uma fé vivida de modo simples e autênticos.

Entrevistado pelo "La Croix" (França) para o número especial dedicado ao centenário das aparições, o reitor do santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, vincou a grande atualidade do apelo de Fátima a rezar pela paz no mundo: «As aparições aconteceram durante a I Guerra Mundial. Hoje vivemos naquela que o papa Francisco chama "terceira guerra mundial em pedaços"». Interrogado sobre as suas expetativas relativamente à visita de Francisco, o responsável observa como, ao optar por não ir a outros lugares do país durante a viagem, o papa quis «demonstrar que ia como peregrino no meio de outros peregrinos». De Francisco esperam-se «palavras proféticas», sublinha o reitor.



O jornal "Estado de S. Paulo" noticia que «o menino brasileiro Lucas, de 9 anos, subiu ao altar de Fátima na hora do ofertório para se apresentar ao papa como beneficiário do milagre aprovado para a canonização dos pastorinhos» e narra que «mais de 400 mil peregrinos, que acompanharam a cerimónia de três horas de duração em piedoso silêncio, aplaudiram, levantando lenços e bandeiras, sob sol quente e céu nublado»



O diretor da agência "I.Media" realça que o centro da atenção são os videntes Francisco e Jacinta Marto, duas crianças «iletradas e mortas muito jovens» que viveram na «periferia de Portugal mas que se tornaram santos da Igreja católica», estando entre as primeiras canonizadas que não são mártires. O papa Francisco indica-as como exemplo porque, «como afirmou o cardeal Pietro Parolin na sexta-feira à noite, a oração humilde e perseverante dos mais pobres é uma arma extremamente eficaz contra o mal».

O diário espanhol "La Razón" entrevistou Jacinta Marto, de 74 anos, sobrinha dos dois novos santos que vive em Fátima. «Não somos dignos do presente que Deus nos fez», diz, sorrindo, consciente de que a sua família está há mais de um século no centro das atenções do mundo, esta semana em particular. Jacinta, a sua homónima, foi a primeira a dizer que Nossa Senhora lhe tinha aparecido. «E quando perguntavam à avó como tinha acontecido, respondia sempre da mesma maneira: "Os meus filhos não são mentirosos, fui eu que os eduquei. Se disseram que a viram, estou certa de que realmente a viram"».

O jornal "Estado de S. Paulo" noticia que «o menino brasileiro Lucas, de 9 anos, subiu ao altar de Fátima na hora do ofertório para se apresentar ao papa como beneficiário do milagre aprovado para a canonização dos pastorinhos» e narra que «mais de 400 mil peregrinos, que acompanharam a cerimónia de três horas de duração em piedoso silêncio, aplaudiram, levantando lenços e bandeiras, sob sol quente e céu nublado. Eles vieram de 55 países e 45 mil caminharam a pé em uma peregrinação de vários dias».

Quando Cristo subiu ao céu «levou a humanidade para junto do Pai», afirmou o papa na homilia da missa do dia 13 de maio, destaca o argentino "Clarín", acrescentando que Francisco agradeceu as «inumeráveis bênçãos» de Deus ao longo dos 100 anos após as aparições. Junto à imagem da Virgem de Fátima «foram colocadas duas relíquias: um pedaço de osso de Francisco e uma pequena trança de cabelos de Jacinta».



 

In: "L'Osservatore Romano", 14.5.2017
Com SNPC
Publicado em 15.05.2017

 

 
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