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«Vivemos no futebol a alegria da fé»: Padres testemunham missão no desporto

É um jogo com regras que não precisam de vídeoárbitro: na primeira parte, uma partida de futebol de salão (futsal), depois o intervalo, e na segunda metade uma conversa de parada e resposta, ou melhor, de pergunta e resposta.

Foi assim com mais um jogo entre os padres da diocese de Vila Real, campeões nacionais e vencedores de futsal do clero, e alunos de uma escola secundária do distrito.

«Vivemos no futebol a alegria da fé, que é algo que não se restringe ao altar, à celebração e aos sacramentos. Esta é a prova de que a Igreja é jovem e é alegre», explicou o P. André Meireles, de 28 anos, o mais novo da diocese de Vila Real, em declarações reproduzidas hoje no Jornal de Notícias.

A jornalista Sandra Borges ouviu igualmente o P. Ivo Coelho, de 35 anos: «Esta é uma forma de mostrar que somos de carne e osso e que também somos jovens, gostamos de conviver e de jogar futebol como eles».



«Os sacerdotes falam sobre as suas experiências no campo social, hospitalar, familiar; no modo como passam os seus tempos de lazer e de férias; como desenvolvem os gostos pelas artes, cinema, música, desporto; como interagem nas redes sociais e utilizam para comunicar a sua fé; e de um modo especial, como o desporto é um lugar de experiência de Deus»



«[Os alunos] ficam entusiasmados porque nos querem ganhar, mas também se mostram curiosos por saber como conciliamos tudo, e por verem que somos iguais a qualquer outra pessoa», reforça o P. Ricardo Machado, 36 anos.

Rodrigo Fernandes, aluno do 12.º ano, da Escola Secundária de Murça, foi um dos selecionados para o jogo com os padres: «Achava que eles só dedicavam à religião e que não faziam mais nada, mas pelos vistos era uma ideia errada. A partir de agora, já vou olhar com outros olhos para a Igreja».

Através do projeto “Passa a bola, passa o amor”, a equipa de futsal de padres da diocese transmontana lançou o desafio aos professores da disciplina de Ensino Moral e Religiosa Católica (EMRC) e às escolas para acolherem «uma experiência de evangelização o ritmo de uma partida de futebol, com duas partes de 45 minutos».

Após o jogo, os jovens são «convidados a descobrir o ministério sacerdotal através do testemunho pessoal dos vários sacerdotes. Os testemunhos passaram por vários âmbitos, aproveitando as diferentes experiências dos sacerdotes, desde o âmbito da paróquia à formação nos seminários, onde se verificou uma grande curiosidade», explica o P. Pedro Rei Alves.



«No futebol quem fica com a bola para si não joga em equipa e destrói a equipa, assim também na vida, se todos passarmos o que temos de melhor, construímos um mundo melhor, e Deus torna-se verdadeiramente amor, dádiva em cada um»



«Os sacerdotes falam sobre as suas experiências no campo social, hospitalar, familiar; no modo como passam os seus tempos de lazer e de férias; como desenvolvem os gostos pelas artes, cinema, música, desporto; como interagem nas redes sociais e utilizam para comunicar a sua fé; e de um modo especial, como o desporto é um lugar de experiência de Deus, com especial relevo para o Documento sobre a perspectiva cristã do desporto e da pessoa “Dar o melhor de si” do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida», refere em texto publicado no boletim de abril da diocese de Vila Real.

Trata-se de dar testemunho concreto da vivência do amor nos vários âmbitos das vidas pastorais e sociais dos padres, e através do desporto.

«Esta iniciativa mostrou que Passar a bola é passar também o Amor, descobrir e testemunhar, deixar-se atrair e depois enviar. No futebol quem fica com a bola para si não joga em equipa e destrói a equipa, assim também na vida, se todos passarmos o que temos de melhor, construímos um mundo melhor, e Deus torna-se verdadeiramente amor, dádiva em cada um», acrescenta.

O resultado do jogo com alunos da escola de Murça ficou em 5-3, a favor dos padres.


 

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