Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Um filme para o Dia dos Namorados: “Sylvie’s love”

Nova Iorque, 1958, Robert e Sylvie. Ele é um saxofonista numa banda de jazz em busca de fortuna, ela ajuda o pai na sua loja de discos, mas sonha um futuro na televisão. E é precisamente na loja que a história de ambos começa, quando Robert entra à procura de um trabalho.

Disponível na plataforma Prime Video (Amazon), e legendado em português, “Sylvie’s love” (2020, 1h56) é o terceiro filme de Eugene Ashe depois de “Home again”, documentário de 2009, e “Homecoming”, de 2012.

Esta obra é um drama romântico de atmosfera datada, muito próximo do multipremiado “La la land” (1016). Estamos na “Big Apple”, no final dos anos 50, Robert e Sylvie são jovens e sonham realizar-se profissionalmente.

Robert é músico, mas a fama está longe, e para sobreviver vai pedir emprego a uma loja de discos, onde conhece a filha do proprietário, noiva de um jovem médico, o clássico bom partido, amadíssimo da sua mãe, mas não tanto por ela, que deseja trabalhar na televisão.

Entre ambos nasce de imediato uma poderosa atração, até que Sylvie se dá conta, susto e medo, que espera uma criança. Entretanto, Robert tem a oportunidade de exibir-se em Paris, e pede a Sylvie para a seguir, mas ela deixa-o ir com a vaga promessa de estar à sua espera, e sem nada dizer da gravidez.

A partir daqui, o filme prossegue com uma construção entrelaçada, com saltos temporais que permitem ao espetador seguir duas vidas, só aparentemente de sucesso, que decorrem paralelamente. Até que Robert e Sylvie se encontram de novo por acaso, e o amor volta a explodir, prepotente, reclamando a sua desforra.

“Sylvie’s love” é bem realizado, com cenografias, roupa e música absolutamente perfeitos; as interpretações de Tessa Thompson e de Nnamdi Asomugha são vigorosas e convincentes, marcadas por grande naturalidade, sem se perderem em divagações ou excessos.

No filme não há rastos da situação social dos EUA daqueles anos, de problemas ligados à marginalização e ao racismo: é uma história de amor, só uma história de amor. Uma narrativa apaixonada e apaixonante de sentimentos, de impulsos generosos e de medos, de verdades não ditas, de esperanças e sonhos de vida.

Do ponto de vista pastoral, “Sylvie’s live” é considerado como aconselhável, problemático e apto para debates. Na presença de menores, pode ser útil a mediação de um adulto para conversar sobre a complexidade das dinâmicas relacionais.









 

In Commissione Nazionale Valutazione Film (Conferência Episcopal Italiana)
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: "Sylvie's love" | D.R.
Publicado em 14.02.2021

 

 

 
Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos