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Sugestões de leitura de professores da Faculdade de Teologia

Três professores da Faculdade de Teologia estão entre os onze docentes da Universidade Católica que responderam afirmativamente ao convite para sugerir leituras no contexto do confinamento imposto por causa do Covid-19. E se é verdade que as medidas mais duras da primeira fase não se repetiram, o quadro da pandemia continua a configurar os dias, a reclamar novos gestos, a sugerir atitudes inéditas, a reorientar perspetivas de futuro.

Em tempo privilegiado para a compra de livros, presentes para si ou para oferecer, apresentamos as propostas dos três docentes, que nesta iniciativa acompanham a reitora da Universidade, Isabel Capeloa Gil, e Inês Espada Vieira, membro do júri do prémio Árvore da Vida 2020 que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura atribui no festival de cinema IndieLisboa, assim como outros professores.

Teresa Messias começa por sugerir “Um longo caminho para a liberdade”, autobiografia de Nelson Mandela (Planeta, 2012), em que o autor, «modelo de vida», resiste à «dureza» dos 27 anos de prisão e persegue com «sabedoria» objetivos aparentemente inalcançáveis, quebrando «grilhões mentais e políticos».

“O jogo das contas de vidro”, de Hermann Hesse (Dom Quixote, 2003), apresenta, através de uma «leitura de várias camadas» que configuram uma «metáfora da vida», uma ficção que decorre no século XXIII, numa cidade imaginária. Ao conduzir o leitor «para o interior de uma ordem mística, quase de espiritualidade», emerge uma dúvida: devemos fazer sempre o que  outros esperam de nós, ou «devemos ousar fazer o nosso caminho», mesmo «correndo erros»?



“A teologia ficcional de José Saramago”, de Marcio Cappelli, é um dos três volumes que a Imprensa Nacional Casa da Moeda publicou na coleção Estudos de Religião, resultante de parceria com o Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião da Universidade Católica



Perseguido por uma sentença de morte, Salman Rushdie escreveu “Joseph Anton” (Dom Quixote, 2012), em que relata o difícil período em que esteve sempre acompanhado por agentes da polícia britânica, entrando «no túnel escuríssimo da clandestinidade», de «fuga do mundo» para se proteger das consequências da fátua.

“Em busca do mestre interior”, de Karlfried Graf Durckheim (Paulinas Brasil, 2001) «conduz o leitor a procurar a autenticidade mais profunda», convidando a um «processo de escuta interior de si» e «exterior». O livro «em linha com o cristianismo», desafia à contemplação e «reenvia para o mundo».

Alfredo Teixeira abre as sugestões com “Topologia da violência”, de Byung-Chul Han (Relógio D’Água, 2019), que «transporta para o exercício difícil de pensar a violência na cultura», as suas «metamorfoses», e como ela se expressa enquanto «vírus digital».

Em “Da ciência à transcendência – Epistemologia da motricidade humana” (Universidade Católica Editora, 2019), Manuel Sérgio apresenta uma coletânea de textos que enquadram o desporto «como fenómeno humano, como cultura».



A poesia de José Rui Teixeira, reunida em “Autópsia” (Porto Editora, 2020), conduz o leitor «ao âmago de questões difíceis», como Deus ou a morte. Da obra, um brevíssimo excerto: «Trago o silêncio para dentro como um ofício/ porque ainda não sei dizer o verbo/ que no princípio criou todas as coisas»



“A teologia ficcional de José Saramago”, de Marcio Cappelli, é um dos três volumes que a Imprensa Nacional Casa da Moeda publicou na coleção Estudos de Religião, resultante de parceria  com o Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião da Universidade Católica. A reescritura das narrativas bíblicas por parte do prémio Nobel da literatura pode ser lida «como uma espécie de profecia do exterior, que promove a desocultação de dimensões relevantes do texto bíblico».

Com “Livro da dança” (Relógio D’Água, 2018), Gonçalo M. Tavares renova a sua «inventividade», que sempre «surpreende». Os 114 fragmentos, entre a ficção, o ensaio, a anotação, modelam «uma dança do pensamento, na qual persegue a arqueologia do corpo, tema importante» da sua obra.

A poesia de José Rui Teixeira, reunida em “Autópsia” (Porto Editora, 2020), conduz o leitor «ao âmago de questões difíceis», como Deus ou a morte. Da obra, Alfredo Teixeira colhe um brevíssimo excerto: «Trago o silêncio para dentro como um ofício/ porque ainda não sei dizer o verbo/ que no princípio criou todas as coisas».

Alexandre Palma aconselha “Jesus - Uma biografia”, de Armando Puig (Paulus, 2010), “A gravidade e a graça, por Simone Weil (Relógio D’Água, 2004), “O conde d’Abranhos”, de Eça de Queiroz (11X17), e a antologia “Verbo – Deus como interrogação na poesia portuguesa” (Assírio & Alvim, 2014). Para quem aprecia banda sonora a acompanhar a leitura, o programa “Vidro azul”, da rádio SBSR.


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Universidade Católica Portuguesa
Imagem: annastasiia7/Bigstock.com
Publicado em 14.12.2020

 

 
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