Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura - Logótipo
secretariado nacional da
pastoral da cultura

Semana Santa de Braga estreia ciclo de cinema

Um ciclo de cinema com filmes de Lumière, Manoel de Oliveira e Pier Paolo Pasolini faz este ano a sua estreia na Semana Santa de Braga, inserido numa programação cultural que se assume como «um suplemento de enorme valia para uma vivência mais plena» do «especial momento da comunidade bracarense».

As «conferências, exposições, concertos, concursos e encenações, entre outras ações, detêm um lugar de enorme relevância na programação, promovendo assim uma presença mais evidente em todos os setores da sociedade», lê-se na brochura relativa a 2019.

O ciclo abre a 12 de março, com duas ficções: “La passion”, de Auguste e Louis Lumière (1898, 11 min.), e “A vida e a paixão de Jesus Cristo”, de Ferdinand Zecca & Lucien Nonguet (1903, 44 min.).

“Acto da Primavera”, de Manoel de Oliveira (1963, 93 min.), é o documentário agendado para dia 18, e uma semana depois, a 25 de março, exibe-se a ficção “O Evangelho segundo São Mateus”, de Pier Paolo Pasolini (1934, 112 min.).

As sessões realizam-se às 21h00, no Espaço Vita, com os filmes estrangeiros legendados em português.

O ciclo de conferências Nova Ágora apresenta três encontros que pela primeira vez saem de Braga: “Olhares sobre o poder e a corrupção” (22 de março, Paço dos Duques, Guimarães), “Olhares sobre os populismos” (29 de março, Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão) e “Olhares sobre as migrações” (Espaço Vita, Braga), sempre às 21h00.



A «Semana Santa de Braga funda a sua imagem hodierna num conjunto de cerimoniais públicos e privados, legados pela vigorosa tradição cristã que os tempos entronizaram na comunidade bracarense»



Em contexto musical, são sete os concertos previstos, ao longo de abril, começando no dia 5, na sé, com a “Missa Brevis”, Kv 220, de Mozart, e “Te Deum”, Op. 103, de Dvorak, com interpretação da Orquestra Sinfónica e Coro do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga.

No dia 16, também na catedral, o decateto de metais “Portuguese Brass” estreia mundialmente uma obra dedicada à Semana Santa de Braga, composta por Telmo Marques.

A par da música erudita, que compreende o “Requiem”, de Gabriel Fauré (dia 15, na igreja de Santa Cruz, pelo Coro e Orquestra da Universidade do Minho), não é esquecido o cancioneiro popular quaresmal.

O “Botar das almas” (Grupo de Cantares “Mulheres do Minho” e convidados) é apresentado a 11 de abril, ncapela de Nossa Senhora de Guadalupe), e já depois da Páscoa, no dia 27, ouve-se a Cantata da Pascoela “Memória de Nossa Senhora dos Prazeres”, interpretação de hinos marianos por Teresa Salgueiro.

A agenda dos espetáculos inclui a via-sacra dedicada ao tema “Despertar esperança” (11 de abril, Espaço Vita), animação de rua com grupos de farricocos, nos dias 17 e 18, no centro histórico da cidade, e o “Auto da Paixão”, pelo grupo Greculeme, na Sexta-feira Santa, 19 de abril, no adro da igreja de Santa Cruz.



«As suas representações mais relevantes são efetivamente as procissões, autênticas recriações do cerimonioso público cristão, com uma capacidade mobilizadora assinalável e cuja essência ultrapassa claramente os limites da crença devocional e se situa hodiernamente em um patamar turístico-cultural relevante»



São 12 as exposições anunciadas, em múltiplas linguagens artísticas: por exemplo, fotografia (“A Semana Santa em Braga”, “Procissão da Burrinha”, “Páscoa de Artur Pastor”), arte urbana (“Salvação”), pintura (“Agnus Dei”, “Maria… Mulher de fé”), artesanato (“Redemptor Hominis”), escultura (“Redenção”), arte sacra (“Paixão e Glória”, “Calvários: devoção no espaço público”, “Cristo… por amor a nós”).

O programa de visitas guiadas propõe os itinerários “Os passos dos Passos”, centro histórico (relacionado com a história da cidade e da Semana Santa), sete igrejas que representam as sete estações de Roma, igrejas da Misericórdia, do hospital de S. Marcos, S. Victor, Senhora-a-Branca e capela de Nossa Senhora de Guadalupe.

O livro “A Semana Santa em Braga” é apresentado a 13 de abril, às 16h00, na sacristia da sé.

A «Semana Santa de Braga funda a sua imagem hodierna num conjunto de cerimoniais públicos e privados, legados pela vigorosa tradição cristã que os tempos entronizaram na comunidade bracarense».

«As suas representações mais relevantes são efetivamente as procissões, autênticas recriações do cerimonioso público cristão, com uma capacidade mobilizadora assinalável e cuja essência ultrapassa claramente os limites da crença devocional e se situa hodiernamente em um patamar turístico-cultural relevante», sublinha a brochura.

A comissão organizadora realça que «além das procissões, observa-se um conjunto de cerimoniais de natureza litúrgica que expressa as especificidades do Tempo da Quaresma e do Tríduo Pascal, mas também de um rito que a tradição bracarense erigiu e que se manifesta particularmente nestas celebrações».







 

Relacionados
Destaque
Pastoral da Cultura
Vemos, ouvimos e lemos
Perspetivas
Papa Francisco
Teologia e beleza
Impressão digital
Pedras angulares
Paisagens
Umbrais
Mais Cultura
Vídeos