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Próxima Jornada Mundial da Juventude vai ser em Portugal, e a cultura vai ter papel «predominante», diz bispo

Portugal vai receber, em 2022, a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a nivel mundial, foi hoje anunciado no fim da missa de encerramento da JMJ, no Panamá, evento no qual a cultura vai ter um papel «predominante», considera o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

«Vamos ter em Portugal jovens de todos os continentes e das mais diversas culturas. Por isso, penso que a Pastoral da Cultura deve estar aí muito presente, para auscultar, para apoiar, para interligar», afirmou o bispo D. João Lavrador ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

A revelação do local da próxima JMJ foi feita pelo cardeal Kevin Farrell, responsável máximo pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, do Vaticano, no termo da eucaristia presidida pelo papa Francisco, na presença de vários prelados portugueses, entre os quais o cardeal-patriarca de Lisboa - diocese que vai acolher o encontro -, do presidente da República, do secretário de Estado da Juventude e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a par das três centenas de peregrinos portugueses, que não pouparam na festa ao ouvirem a confirmação oficial.

A cruz da JMJ, que remonta à iniciativa do papa S. João Paulo II, em 1984, regressa assim à Europa, depois da cidade polaca de Cracóvia, em 2016, fixando-se, após uma peregrinação mundial por vários países até 2022, no estado mais ocidental do continente.

A confirmar-se a vinda do papa Francisco para a JMJ, será a segunda vez que acontece - repetição da visita a um país incomum no seu pontificado, depois de ter estado a 12 e 13 de maio de 2017 em Fátima, por ocasião do centenário das aparições da Virgem Maria na Cova da Iria.



Imagem D.R.

«É um mundo que se abre, e poder-se-á ver como é possível através da vivência do Evangelho sonhar com um mundo novo, que é o que as Jornadas Mundiais da Juventude levam sempre a cada país»



Para D. João Lavrador, o evento, a ocorrer provavelmente na zona oriental da cidade, à beira do rio Tejo, vai também ajudar a consolidar a «consciência de que os jovens são uma autêntica cultura, com uma linguagem própria, que é preciso saber escutar; é preciso dar-lhes lugar, dar-lhes presença, dar-lhes relevo na sociedade»

«Na altura própria é preciso encontrar dinamismos para que a Pastoral da Cultura esteja presente, atuante com outras áreas que vão entrar num evento dessa envergadura, que poderá envolver mais de dois milhões de jovens», sublinhou.

D. João Lavrador está convicto de que «a Igreja jovem de todo o mundo vai deslocar-se e vai ter o epicentro em Portugal, deixando uma marca e um testemunho para o mundo de hoje, que por vezes utiliza o jovem para ver como se deve viver, proporcionando uma festa de alegria, entusiasmo e esperança».

«É um mundo que se abre, e poder-se-á ver como é possível através da vivência do Evangelho sonhar com um mundo novo, que é o que as Jornadas Mundiais da Juventude levam sempre a cada país», concluiu.

Na homilia da missa conclusiva da JMJ, o papa vincou que os jovens «não são o futuro, mas o agora de Deus», e sublinhou que a fé dos participantes no encontro «fez vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro».

O mesmo se espera que aconteça em Portugal.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 27.01.2019

 

 
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