

Pedro Leal, chefe de redacção da Rádio Renascença, fala-nos da aposta na cultura que a Emissora Católica Portuguesa tem vindo a realizar nos últimos três anos, quer na rádio e na Internet quer na associação do seu nome ao Prémio de Cultura Padre Manuel Antunes.
Qual a relação que a Rádio Renascença pretende estabelecer entre a Igreja e a cultura contemporânea?
Em termos de informação, o que temos feito nos últimos dois, três anos, é uma aposta cada vez mais na divulgação e na presença nos meios culturais. Temos aumentado cada vez mais a presença em antena de produtos culturais. Por exemplo, neste momento temos diariamente um apontamento de música clássica, da Aura Miguel. Temos também, às sextas-feiras à noite, um programa de meia hora só sobre cultura, onde fazemos a divulgação da cultura nas suas várias vertentes – música, cinema, teatro, etc. Portanto, temos feito uma grande aposta de divulgação nessa área, tendo consciência que em rádio esse campo não tem uma passagem fácil. Mas ainda assim, sabendo das responsabilidades da Renascença como Emissora Católica, e também como emissora que é líder das audiências em Portugal, em associação com a RFM, temos essa presença, que também exploramos no nosso «site» na Internet, onde há páginas exclusivamente dedicadas à área cultural, o que, nos dias de hoje, em que tudo é muito economicista e muito rápido, mostra que a Renascença tem feito uma aposta séria nesse sentido nos últimos anos.
Quais as perspectivas de futuro no que diz respeito à programação cultural?
Todas estas apostas são para continuar e manter. Ou seja, não vai haver redução nesse aspecto. Para além do mais, a Internet – onde não há tempo nem espaço – é uma área infinita onde temos muito interesse em investir, porque esse é igualmente um campo propício à reflexão, interrogação e desenvolvimento do ser humano, um campo, como disse hoje Manoel de Oliveira, que nos leva ao céu. É, portanto, uma dimensão que interessa à Renascença, quer em termos informativos quer em termos de programação.