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Cinema: Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa atribuído a “Sopro”

O filme “Sopro”, realizado por Pocas Pascoal, foi distinguido esta segunda-feira com o prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), na 18.ª edição do festival de cinema independente IndieLisboa.

«“A vida começa em cada segundo do dia”: a convicção do coprotagonista deste documentário atravessa uma narrativa abrasada pela poesia», começa por referir a justificação do júri do galardão no valor de dois mil euros que, desde 2010, é concedido um dos filmes selecionados para a secção Competição Nacional, tendo como critério os seus valores espirituais e humanistas, a par das qualidades cinematográficas.

A cineasta angolana de 58 anos, que também assina o argumento e é corresponsável pela fotografia, montagem e som, centra-se em Marion e Peter, que, depois de perderem a sua quinta do fogo que atingiu Pedrógão Grande no verão de 2017, «tentam reconstruir o que podem, com o pouco que têm», assinala a sinopse do filme de 43 minutos.

Vivendo numa caravana enquanto aguarda pela (re)construção da casa, o casal holandês fala «da sua chegada a Portugal há anos atrás, do quão certa a vida que escolheram no campo é para eles, e da condição impossível em que vivem agora», descreve Ana David, membro do comité de seleção do IndieLisboa.



Imagem "Sopro" | D.R.


«O desespero pela lentidão de um Estado insensível à miséria é contrabalançado pela ternura e tenacidade de uma família simples e humilde, que, na noite das lágrimas, e na iminência de um mundo que se extingue com um gemido, é iluminada pela «estrela perpétua», derradeira e imperecível esperança», assinalam os jurados.

Pocas Pascoal transmite «um olhar justo que nunca cai no sentimentalismo», destaca «os vínculos que unem o ser humano à natureza, abalados pelas alterações climáticas ateadas pela sedução do conforto e do dinheiro, e evidencia como Portugal, também com a coragem e sabedoria dos imigrantes, tem dentro de si as sementes para ressuscitar das cinzas», aponta a justificação.

Com estreia mundial a 30 de agosto, “Sopro”, distribuído pela Ukbar Filmes, integrou a lista de quatro longas-metragens e dezanove curtas da secção Competição Nacional analisados pelo júri do prémio Árvore da Vida, constituído por Inês Gil, documentarista e professora de cinema, e Rui Martins, do SNPC.

A edição de 2021 do IndieLisboa decorre desde 21 de agosto a 8 de setembro, apresentando mais de 270 filmes, distribuídos por várias secções, além de debates, oficinas, aulas, encontros e um programa dirigido ao público mais novo.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: "Sopro" | D.R.
Publicado em 06.09.2021

 

 

 
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