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Papa reza pelas pessoas sem-abrigo, para que sociedade e Igreja as acolham

O papa rezou esta manhã pelas pessoas que, em tempo de confinamento obrigatório para evitar a propagação da pandemia, não têm abrigo, e vivem à mercê do frio, da fome e da doença, especialmente agora, quando muitos dos voluntários que lhes prestam auxílio são obrigados à quarentena.

«Rezemos hoje por aqueles que estão sem morada fixa, neste momento em que se pede para se estar dentro de casa. Para que a sociedade de homens e mulheres se dê conta desta realidade e ajude, e a Igreja os acolha», pediu Francisco, antes de iniciar a celebração da missa, na casa de Santa Marta.

Na homilia, baseada nas leituras bíblicas proclamadas nas eucaristias desta terça-feira (Números 21,4-9; João 8,21-30), o papa centrou-se no significado autêntico que a cruz de Jesus desde sempre oferece à humanidade: «Não é fácil compreender isto, e, se pensamos, nunca chegaremos a uma conclusão. Apenas contemplar, orar e agradecer».

No primeiro excerto bíblico, Deus pede a Moisés para fazer uma serpente e colocá-la num poste, de maneira a que todos os que fossem mordidos por esse animal, ficassem curados ao olhar para a imagem de bronze: trata-se de uma «profecia», «um anúncio daquilo que acontecerá», e que o Evangelho explicita.

«Quando tiverdes erguido ao alto o Filho do Homem, então ficareis a saber que Eu sou o que sou e que nada faço por mim mesmo, mas falo destas coisas tal como o Pai me ensinou», diz Jesus, referindo-se à cruz que será erguida com o seu corpo, para, à imagem da serpente no poste, «dar a salvação», observou o papa.

Para Francisco, «o núcleo da profecia» é o facto de Jesus se ter feito pecado: «Não pecou: fez-se pecado. Como diz S. Pedro na sua carta: “Carregou os nossos pecados sobre si”. E quando olhamos para o crucifixo, pensamos no Senhor que sofre: tudo aquilo é verdadeiro».

«Detenhamo-nos aqui antes de chegar ao centro daquela verdade: neste momento, Tu pareces o maior pecador, fizeste-te pecado. Tomou sobre si todos os nossos pecados, aniquilou-se até agora. A cruz, é verdade, é um suplício, é a vingança dos doutores da lei, daqueles que não queriam Jesus; tudo isto é verdade. Mas a verdade que vem de Deus é que Ele veio ao mundo para tomar os nossos pecados sobre si, ao ponto de fazer-se pecado», afirmou.

«Devemos habituar-nos a olhar para o crucifixo sob esta luz, que é a mais verdadeira, é a luz da redenção. Em Jesus feito pecado vemos a derrota total de Cristo. Não finge que morre» nem que «sofre, só, abandonado», prosseguiu.

Francisco terminou a celebração com a adoração ao Santíssimo Sacramento e a bênção eucarística, convidando à Comunhão espiritual.








 

In Vatican News
Trad./edição: Rui Jorge Martins
Imagem: Srdjanns74/Bigstock.com
Publicado em 31.03.2020

 

 
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