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Leitura: "Os Padres da Igreja. Dos Apóstolos a Constantino"

«No firmamento brilhou uma estrela maior do que todas as outras! A sua luz era indescritível. A sua novidade causou estranheza. Mas todos os demais astros, incluindo o Sol e a Lua, fizeram coro à Estrela. Esta, porém, ia arremessando a sua luz por sobre todos os demais. Houve, por isso, agitação. Donde lhes viria tão estranha novidade? Desde então, desfez-se toda a magia; suprimiram-se todas as cadeias do mal.»

Este é um excerto do novo livro de Isidro Pereira Lamelas, “Os Padres da Igreja. Dos Apóstolos a Constantino” (Universidade Católica Editora), que insiste na sua missão de oferecer aos leitores contemporâneos, crentes e não crentes, o melhor da literatura cristã dos primeiros quatro séculos, a par do pensamento dos autores denominados “Pais/Padres da Igreja”.

Nesta obra, o religioso franciscano, que há vinte anos leciona disciplinas relacionadas com a Patrologia na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, situa os autores no seu contexto histórico, cultural e eclesial, recorda o seu legado na obra escrita, pensamento, ação e posteridade, propõe uma bibliografia e apresenta excertos dos seus escritos.

Ao resgatar do esquecimento pedras angulares da Igreja, Isidro Lamelas propõe-se, neste volume que compreende o período entes os séculos I e IV, «ajudar a “curar” uma das enfermidades» dos dias de hoje: «A perda da memória, memória essa que continua a ser vital para o futuro do cristianismo e da própria cultura» de que as sociedades ocidentais são, de alguma forma, herdeiras

 

In “Os Padres da Igreja. Dos Apóstolos a Constantino”
Isidro Pereira Lamelas

 

Sobre o Advento

«Aos príncipes deste mundo passaram despercebidos três mistérios clamorosos que se realizaram no silêncio de Deus: a virgindade de Maria, o seu parto e a morte do Senhor. Como se revelaram, pois, estes mistérios ao mundo? No firmamento brilhou uma estrela maior do que todas as outras! A sua luz era indescritível. A sua novidade causou estranheza. Mas todos os demais astros, incluindo o Sol e a Lua, fizeram coro à Estrela. Esta, porém, ia arremessando a sua luz por sobre todos os demais. Houve, por isso, agitação. Donde lhes viria tão estranha novidade? Desde então, desfez-se toda a magia; suprimiram-se todas as cadeias do mal. Dissipou-se toda a ignorância; o primitivo reino corrompeu-se, quando Deus se manifestou humanamente para a novidade de uma vida eterna. A sua perfeita execução teve início da parte de Deus. Assim todas as coisas se movimentaram conjuntamente, porque se preparava a destruição da morte» (Inácio de Antioquia, Efésios, XIX,1-3).

 

Sobre a ingratidão

«Parece-me muito má a ingratidão, indigna e horrível. Efetivamente, quem recebeu um benefício e não tenta pelo menos mostrar-se grato, pelo menos com palavras, ou é insensato ou insensível aos benefícios, ou então carece de memória» (Gregório Taumaturgo, Discurso de agradecimento ao mestre Orígenes).

«É com este sentido que Salomão diz: Filho, se ao receberes a expressão do meu preceito e a guardares dentro de ti, o teu ouvido a obedecerá sabiamente. Isto indica que a palavra é semeada e enterrada na alma do discípulo como a semente na terra, sendo esta a plantação espiritual. Daí que também acrescente: Dirigirás o teu coração para a prudência e voltarás a cabeça para a instrução do teu filho. Assim, parece-me que quando uma alma se une a outra e um espírito a outro pela presença da palavra, a semente cresce e produz vida; e todo o que é educado vem, em virtude da obediência, a ser filho do educador» (Clemente Alexandrino, Stromatas,I, 1, 2-2, 1).

 

O mandamento da alegria

«Afasta, pois, de ti a tristeza que é irmã da dúvida e da ira… A tristeza é o mais iníquo de todos os pensamentos; o mais temível de todos para os servos de Deus: Ela arruína o homem  e contristece o Espírito Santo… Reveste-te, pois, da alegria que é sempre agradável a Deus e também Ele nela se compraz. De facto, todo o homem alegre pratica e pensa o bem e desdenha da tristeza. O homem triste, em contrapartida, age sempre mal: Faz o mal, primeiro porque contrista o Espírito Santo que foi dado ao homem alegre; segundo, porque quem entristece o Espírito Santo comete uma iniquidade, pois não ora nem louva a Deus. De facto, a prece do homem triste nunca pode subir ao altar de Deus. Porquê, perguntei, não sobe ao altar a oração de quem se entristece? – Porque, disse ele, a tristeza se instalou no seu coração. Sendo assim, uma vez que a tristeza se misturou com a oração, não permite que a oração suba pura ao altar. Tal como o vinagre e o vinho, misturados no mesmo vaso, não mantêm o mesmo sabor agradável, assim também a tristeza, misturada com o Espírito Santo, não é capaz da mesma oração. Purifica-te, portanto, de tal tristeza má e viverás para Deus. Todos os que sacudirem de si a tristeza e se revestirem de alegria total, viverão para Deus» (Hermas, O Pastor, 40-42).

 

Paradoxo da cidadania cristã

«Os cristãos não se distinguem dos demais homens nem pela pátria, nem pela língua que falam, nem pelo modo de vestir. Não moram em cidades que lhes sejam próprias, nem usam uma linguagem particular, nem levam um género de vida especial.
Sua doutrina não é conquista do génio irrequieto de homens curiosos, nem professam, como fazem alguns, uma doutrina humana. Moram em cidades gregas ou bárbaras, conforme coube em sorte a cada um, adaptando-se aos costumes locais quanto às roupas, à alimentação e a tudo o mais da vida, manifestam um estilo próprio de vida (admirável e verdadeiramente paradoxal.
Moram na sua pátria, mas como estrangeiros residentes. Participam de todos os deveres, Como cidadãos, e tudo suportam como estrangeiros. Toda a terra é para eles uma pátria e toda a pátria é terra estrangeira; Casam-se como toda a gente e geram filhos, mas não abandonam a sua prole. Põem em comum a mesa, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são cidadãos do céu; obedecem às leis estabelecidas, e superam as leis com o seu modo de vida. Amam todos e por todos são perseguidos. Não são reconhecidos, mas são condenados; são condenados à morte e ganham a vida. São pobres, e enriquecem muitos; carecem de tudo, mas em tudo abundam. São desprezados e, neste desprezo encontram glória; são caluniados e são justificados. Insultados, abençoam; ultrajados são respeitosos. Fazendo o bem, são castigados como malfeitores; punidos alegram-se como se recebessem a vida. Os judeus fazem-lhe guerra como a estrangeiros, e são perseguidos pelos gregos, mas os que os odeiam não sabem dizer o motivo do seu ódio» (A Diogneto, V).

 

Defesa da liberdade

«Mas para que ninguém, com base no que dissemos, julgue que afirmamos que os acontecimentos decorrem segundo a necessidade do destino, em virtude de termos falado de factos conhecidos de antemão, resolveremos também essa dificuldade. As penas, os castigos e as boas recompensas são dadas a cada um conforme o mérito das suas ações: aprendemos isto dos profetas e mostraremos que é verdade. De facto, se não fosse assim, mas tudo sucedesse por força do destino, então absolutamente nada dependeria de nós. Se, na verdade, é o destino que faz que este seja bom e aquele mau, nem o primeiro é apreciável aceitável nem o segundo reprovável. Por outro lado, se o género humano não tem poder, pelo livre arbítrio, para evitar o mal e preferir o bem, não pode considerar-se responsável por nenhuma das suas ações.  Mas eis como demonstraremos que o homem se comporta de modo justo ou errado por escolha livre. Efetivamente, vemos que o mesmo homem passa de um comportamento ao oposto. Ora, se o que é mau ou o que é bom fosse regulado pelo destino, não teria a possibilidade de escolhas contrárias, e não mudaria tão frequentemente o seu comportamento. Na realidade, não se poderia afirmar que uns são bons e outros maus, pois admitiríamos que o destino é causa do bem e do mal e age em contradição consigo mesmo; ou então que se deveria tomar por verdadeiro o que já referimos anteriormente, isto é, que a virtude e o vício são meras palavras e que bem e mal são apenas objeto de opinião; mas isso é, como o demonstra a razão verdadeira, o cúmulo da impiedade e da injustiça. Nós, porém, afirmamos que há apenas um destino inviolável: para aqueles que escolhem o bem haverá a justa recompensa e, analogamente, o justo castigo para os que escolhem o contrário. Com efeito, Deus não criou o homem como os outros seres, as plantas e os animais, incapazes de agir por livre decisão: de facto, o homem não mereceria recompensa nem louvor se, em vez de escolher o bem por si mesmo, ele fosse naturalmente bom; e tão pouco mereceria castigo, se ele fosse mau, não em virtude de uma decisão autónoma, mas apenas porque não poderia ser outra coisa diferente daquilo que é por sua natureza» (Justino, I Apologia, LXIII).

«Mas não pensamos tampouco que os homens agem ou sofrem os eventos segundo o destino, mas cada um faz o bem ou o mal por livre decisão e é por influência dos maus demónios que os homens de bem, como Sócrates e outros semelhantes, são perseguidos e metidos na prisão, enquanto Sardanapalo, Epicuro e outros como eles parecem viver felizes na abundância e na glória. Os Estoicos não compreenderam estas verdades e, por isso, disseram que tudo sucede segundo a necessidade do destino. Pelo contrário, porque no princípio Deus criou livre tanto a raça dos anjos como a dos homens, é justo que venham a sofrer num fogo eterno o castigo pelo mal de que se tornarão culpáveis. A natureza de todo o ser criado implica a capacidade do vício e da virtude. Ninguém poderia, de facto, ser louvado, se não tivesse a possibilidade de optar por uma ou outra destas vias. Isto é de resto demonstrado também pelos homens que, por toda a parte, legislaram e filosofaram segundo a reta razão, prescrevendo fazer determinadas coisas e evitar outras. Os próprios filósofos Estoicos, nos seus tratados de ética, têm em grande conta estas regras, o que mostra que vão por mau caminho, na sua doutrina sobre os princípios e os incorpóreos. Se, na verdade, declaram que os acontecimentos relativos ao homem sucedem segundo a fatalidade do destino, ou que Deus não difere realmente dos elementos que mudam incessantemente, transformando-se e dissolvendo-se nos mesmos elementos, então seria evidente que eles concebem apenas as realidades corruptíveis e que, segundo eles, o próprio Deus encontra-se implicado no mal sob todas as suas formas, nas partes e no todo, ou então que a virtude e o vício nada são: mas isto é contrário a toda a reflexão sensata, à razão e à inteligência (Justino, II Apologia, VI (7), 3-9).

É um direito humano e um poder natural (humani iuris et naturalis postestatis) que cada um renda culto à divindade conforme seu desejo: a religião de um não prejudica nem afeta a do outro. Não é um ato de piedade impor a religião a seguir, uma vez que deve ser a livre vontade e não a força a mover-nos, assim como também se requer que os sacrifícios se façam do ânimo livre (ab animo libenti). Não prestarás qualquer serviço aos teus deuses obrigando-nos a fazer-lhes sacrifícios. Na verdade, eles não querem sacrifícios de quem é obrigado» (Tertuliano, Ad Scapulam, II,2).

«Prestem uns, culto a Deus; e outros a Júpiter. Ergam uns, suas mãos suplicantes; ergam outros, ao altar da Lealdade; Durante as suas orações ponham-se uns a contar as nuvens (se é isso que deles pensais), e outros os caixotões do teto; Que uns ofereçam a seu Deus a própria vida; outros, a vida de um bode qualquer: vede, pois, não vá concorrer para a irreligiosidade a supressão da liberdade de religião (libertas religionis) e a proibição da escolha da divindade, de sorte que não seja lícito prestar culto a quem eu quero, sendo, pelo contrário forçado a prestá-lo a quem não quero. Ninguém, nem mesmo um homem, quererá que lhe prestem culto contra a vontade» (Tertuliano, Apologeticum, XXIV, 5-6).

 

Mostra-me o homem, e eu mostrar-te-ei Deus

«Tu dizes-me: ‘mostra-me o teu Deus’, e eu posso responder-te: ‘Mostra-me o homem que há em ti, e eu te mostrarei o meu Deus’. Mostra-me, portanto, como vêem os olhos da tua mente e como ouvem os ouvidos do teu coração [...]. Na verdade, Deus é visível para aqueles que são capazes de O ver, porque têm abertos os olhos da alma. Todos têm olhos; mas alguns têm-nos velados e não veem a luz do sol. Se os cegos não veem, nem por isso se conclui que a luz do sol não brilha; a si mesmos e a seus olhos devem atribuir a falta de visão. É o que se passa contigo: tens os olhos da alma velados pelos teus pecados e ações perversas. A alma do homem deve ser pura como um espelho resplandecente. Quando um espelho está baço, o homem não pode contemplar nele o seu rosto; do mesmo modo, quando há pecado no homem, não é possível ver a Deus [...]. Mas se quiseres podes curar-te: entrega-te nas mãos do médico, e ele tratará os olhos da tua alma e do teu coração. Quem é este médico? É Deus, que pelo Verbo e sabedoria dá vida e dá saúde a todas as coisas. Pelo seu Verbo e Sabedoria, Deus criou todo o universo» (Teófilo, Ad Autolycum, I,2. 7).

«Deixa de buscar Deus e a criação e demais questões do mesmo género. Busca te a ti mesmo em ti mesmo, e aprende quem é que dentro de ti faz seu tudo quanto há, e diz: ‘meu Deus, minha mente, meu pensamento, minha alma, meu corpo’. Aprende donde vem a tristeza e a alegria, o amor e o ódio, o velar e o dormir sem o entender, o irar se e o bem querer sem o pretender. Se investigares diligentemente tais coisas descobrirás Deus dentro de ti próprio» (Hipólito, Refutatio, VIII,15,1‑2).

«Desde o começo, o Filho é o revelador do Pai, pois está, desde o começo com o Pai [...]. o Verbo fez-se dispensador da graça do Pai em proveito dos homens, para os quais ele cumpriu tão grandes ‘economias’, mostrando Deus aos homens e apresentando o homem a Deus, salvaguardando a invisibilidade do Pai, para que o homem não menosprezasse Deus e para que ele tenha sempre um objetivo para o qual progredir e, ao mesmo tempo, tornando Deus visível aos homens por múltiplas ‘economias’, para que privado de Deus o homem não deixasse de ser (ne in totum deficiens a Deo homo cessaret esse). Pois a glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus (gloria enim Dei vivens homo, vita autem hominis visio Dei). Se a revelação de Deus pela criação dá vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo dará a vida àqueles que verão a Deus» (Ireneu, Adversus Haereses, IV,20,7; cf. IV,38,3).

«Vejamos agora a lei peculiar do nome cristão, quanto é grande diante de Deus a prerrogativa desta substância vil e desprezível [isto é, a carne] Nenhuma alma pode de modo algum conseguir a salvação se não acredita enquanto está na carne: A carne é o eixo da salvação (cardo salutis est cardo) a tal ponto que, quando por meio da salvação a alma se une a Deus, é precisamente a carne que faz com que a alma possa ser escolhida por Deus. É ainda a carne que é ungida para que a alma seja consagrada, é sobre a carne que faz o sinal para que a alma fique defendida, é a carne que recebe a sombra da imposição das mãos para que também a alma seja iluminada pelo Espírito, é a carne que se alimenta do corpo e do sangue de Cristo para que também a alma se possa nutrir de Deus. Não se podem, portanto, separar na recompensa esses que permanecem unidos nas obras» (Tertuliano, De carnis resurrectione, 8,1-4).

 

Da criação ao Criador

«Quando alguém vê no mar um navio que se dirige, com todo o seu equipamento, para o porto, é claro que supõe que ele traz a bordo um piloto que o guia; assim também há que reconhecer que existe um Deus que governa todas as coisas, ainda que não seja visível com os olhos do corpo, uma vez que Ele mesmo é infinito. Se, de facto, não é possível que o homem, devido à luminosidade excessiva, volte o seu olhar para o sol, ainda que seja um corpo bem pequeno, como é que o homem mortal poderá resistir olhando a glória de Deus que é indescritível? […] Contempla, ò homem, as suas obras: o periódico suceder-se das estações em tempos certos; as mudanças atmosféricas e o percurso ordenado dos astros; a harmoniosa alternância dos dias e das noites, dos meses e dos anos; a diversidade de beleza das sementes, de plantas e dos frutos; a multiforme espécie de animais: quadrupedes, voadores, répteis e peixes de água doce e de mar. Considera ainda o instinto dado aos animais para gerarem e nutrirem sua prole, não para proveito próprio, mas para benefício do homem; a providência que Deus demonstra ao proporcionar alimento a todas as criaturas e ao submeter todos os seres ao cuidado do género humano;  a torrente das fontes de água doce e dos rios sempre a correr; a ocorrência oportuna do orvalho, das chuvas e das tempestades que ocorrem segundo os tempos; o movimento tão variado dos elementos celestes, a estrela da manhã que surge para anunciar a aparecimento do grande astro […]. É o meu Deus, Senhor de todas as coisas, que sozinho estendeu os céus e estabeleceu a extensão da terra sob o céu, aquele que move as profundezas dos oceanos e faz ressoar as suas ondas, que domina suas forças e acalma a agitação de suas vagas; que alicerçou a terra sobre as águas e deu o seu sopro qua a nutre. O seu sopro (espírito) dá vida a todos os seres e se se assim não fosse, todos os seres ficariam privados da vida. Este espírito é, ò homem, a tua voz; respiras este espírito, mas não o conheces. Isto sucede devido à cegueira da tua alma e do teu coração. Mas, se quiseres, podes curar-te. Coloca-te nas mãos do médico e ele te abrirá os olhos da tua alma e do teu coração. Quem é esse médico? É Deus que cura e vivifica através do Verbo e da Sabedoria. Deus fez tudo através do Verbo e da Sabedoria» (Teófilo, Ad Autolycum, I,5-7).


 

Edição: Rui Jorge Martins
Imagem: Capa | D.R.
Publicado em 14.12.2020

 

Título: Os Padres da Igreja - Dos Apóstolos a Constantino
Autor: Isidro Pereira Lamelas
Editora: Universidade Católica
Páginas: 158
Preço: 28,00 €
ISBN: 9789725407417

 

 
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