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Organizações católicas desinvestem nos combustíveis fósseis

Um compromisso decidido em abandonar os investimentos em combustíveis fósseis foi assumido por duas ordens religiosas, a Congregação de Jesus (província inglesa) e as Irmãs da Apresentação da Virgem Maria, em conjunto com 16 paróquias e organismos católicos no Reino Unido.

O anúncio foi feito pelas dioceses de Middlesbrough e Lancaster, as primeiras da nação, que assim se juntaram a cerca de 160 organismos católicos no mundo num movimento com vista ao desinvestimento naquelas fontes de energia.

A opção das instituições católicas converge com os propósitos da iniciativa “A economia de Francisco”, desejada pelo papa, e que contará com a sua participação, marcada para 26 a 28 de março, em Assis.

A mudança de rota ecológica é particularmente significativa tendo em conta que 2020 será outro ano-chave para os desafios ambientais, com a realização da conferência da ONU (COP 26) agendada para novembro, em Glasgow.

«Com crescente consciência da preocupação das pessoas pelo cuidado da nossa casa comum, depois de um atento controlo dos investimentos (…), decidimos que chegou o momento de desinvestir nos combustíveis fósseis», declarou o bispo de Middesbrough.

«As provas e a urgência da crise ambiental estão todas à nossa volta. Todavia, como sublinha o papa Francisco na sua encíclica “Laudato si’”, nada terá sucesso se não começamos com a conversão pessoal e com mudanças no estilo de vida e na mentalidade», acrescentou D. Terence Drainey.

A superiora provincial da Congregação de Jesus explicou que a decisão foi motivada pela «preocupação» pelo planeta, bem como pelo «desejo de justiça climática para todos aqueles que o habitam, em particular aqueles que vivem em situação de pobreza».

«Acreditamos que o desinvestimento nos combustíveis fósseis é a decisão justa, dada a urgência de uma mudança radical que todos nós queremos», declarou a Ir. Frances Ochard.

Um relatório da ONG Global Witness publicado em 2019 salienta que as indústrias mundiais do petróleo e do gás previram destinar, na próxima década cerca de cinco triliões de dólares para a pesquisa e extração de novas reservas de combustível poluidor.


 

In L'Osservatore Romano
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Imagem: phototravelua/Bigstock.com
Publicado em 12.01.2020

 

 
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