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«Não vos esqueçais da alegria!», pede papa

O papa, que hoje assinala 51 anos de ordenação sacerdotal, abençoou as imagens do Menino Jesus que os peregrinos levaram para a praça de S. Pedro, no Vaticano, destacou a figura de S. João Batista e sublinhou a importância da alegria na espiritualidade cristã.

No terceiro dos quatro domingos do Advento, que neste tempo penitencial de preparação para o nascimento de Jesus se distingue pela exultação, Francisco, na meditação que acompanha a oração do Angelus, afirmou: «Quanto mais o Senhor está próximo de nós, mais estamos na alegria; quanto mais Ele está longe, mais estamos na tristeza. Esta é uma regra para os cristãos».

«Tantos cristãos com aquela cara, sim, cara de enterro, cara de tristeza… Cristo ressuscitou! Cristo ama-te! E tu não tens alegria? Pensemos um pouco nisto e perguntemos: “Eu tenho alegria porque o Senhor está próximo de mim, porque o Senhor me ama, porque o Senhor me redimiu?», assinalou.

«Não vos esqueçais da alegria! O cristão é alegre no coração, mesmo nas provações; é alegre porque está próximo de Jesus: é Ele que nos dá a alegria», sublinhou o papa, que comparou a expetativa do nascimento de Jesus à de quem espera um familiar ou amigo que há muito não se vê: «Estamos em espera jubilosa».

Depois de abençoar as imagens do Menino, sinais «de esperança e de alegria», Francisco formulou um apelo: «Quando rezardes em casa, diante do presépio, com os vossos familiares, deixai-vos atrair pela ternura do Menino Jesus, nascido pobre e frágil no meio de nós, para nos dar o seu amor».

Entre o júbilo pela aproximação do Natal e a figura austera de S. João Batista, que o Evangelho proclamado nas missas deste domingo salienta, não há contradição, porque «a primeira condição da alegria cristã» consiste em «descentrar-se de si e colocar Jesus no centro».

O testemunho de S. João Batista é «paradigmático para quem quer procurar o sentido da sua vida e encontrar a verdadeira alegria», e particularmente para quem é chamado a anunciar Cristo aos outros, ao ser «modelo» de «distanciamento de si próprio e da mundanidade, não atraindo as pessoas a si, mas orientando-as para Jesus».

«É o mesmo dinamismo do amor [de Jesus] que me conduz a sair de mim mesmo, não para me perder, mas para me reencontrar quando me dou, quando procuro o bem do outro», apontou o papa.








 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: Konstantin Zibert/Bigstock.com
Publicado em 13.12.2020

 

 
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