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Não ter medo dos leigos nem do mundo, desmontar barricadas, caminhar com (a) humanidade

Confiar «para decidir juntos e para trabalhar responsavelmente», e não fazer da Igreja «uma ilha em confronto ou concorrência» com o mundo: estes foram alguns dos desafios que o arcebispo de Braga lançou este domingo aos quatro padres que ordenou, a quem pediu para não alinharem no coro das lamúrias.

«Não tenhais medo dos leigos»: depois de apontar a urgência de «descobrir talentos e vocações», D. Jorge Ortiga pediu aos novos sacerdotes para que confiassem, em ordem a «decidir juntos», procurando «saber trabalhar com a Igreja».

Na homilia proferida na cripta do santuário do Sameiro, o arcebispo-primaz desafiou os padres a colaborar «com o mundo nas diferentes estruturas que ele oferece», porque os católicos são «enviados ao mundo», e é com ele que têm de «construir uma sociedade mais humana e fraterna».

«Procurai estabelecer áreas de ação mostrando que a Igreja está em tudo o que é humano. Tudo é campo de missão», declarou, acentuando que a «sinodalidade» compreende a abertura e o mostrar que a Igreja caminha com a humanidade «como ela é», e não como os católicos gostariam que fosse.

Na sequência da «muita perplexidade e interrogação» suscitadas pela pandemia, D. Jorge Ortiga apelou à «inovação e criatividade», recuperando «o entusiasmo e a resiliência», para fazer face a «algum desânimo, desencanto, esmorecimento».

O prelado reconhece que a «crise», além de ter sacudido a economia, a saúde e o relacionamento social, também teve impacto «no religioso»: «O cenário da arquidiocese está diferente e encontrará outras realidades que ainda não descortinamos. A tudo teremos de reagir».

E não será com «lamentações e cânticos de tristeza» que a Igreja vai encarar o futuro, mas com «positividade, uma inversão de marcha, um reconhecer uma aurora, um verificar que as amendoeiras começam a florir e preanunciam uma primavera».

«Há muitas músicas novas para interpretar. Acordemos do sono e da letargia. Demos as mãos entre todos os sacerdotes, com todos os leigos, com os movimentos e associações. Cristo vive. É hora de esperança e de reinício de uma nova era. Caminhando juntos, venceremos o vírus e todas as consequências nefastas», apontou.

D. Jorge Ortiga deu um «abraço de gratidão» às famílias dos novos padres, reiterou o apoio humanitário, com pessoas e materiais, à diocese de Pemba, Moçambique, e lembrou que em 2022 a arquidiocese bracarense assinala 450 anos do Seminário Conciliar, «um dos mais antigos do mundo».


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Arquidiocese de Braga
Imagem: cristianoalessandro/Bigstock.com
Publicado em 19.07.2021

 

 
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