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Na Vila Olímpica de Tóquio toca-se pela mão o sonho de fraternidade de Francisco

«Na Vila Olímpica salta-me desde logo à vista a alameda arvorada de bandeiras. São dos países participantes nos Jogos desta Olimpíada, dezenas e dezenas de bandeiras»: esta é a primeira impressão relatada pelo capelão católico que acompanha uma das delegações presentes em Tóquio para participar na competição que tem hoje a cerimónia oficial de abertura.

Em texto publicado hoje pela agência noticiosa ANSA, o P. Gionatan De Marco, de Itália, «o que é visível com as bandeiras é muito mais evidente quando entras na messe e te dás conta que estás num banho entre todas as cores do mundo».

«Cada delegação com a sua divisa e as suas cores, mas misturadas em harmonia num mar de cores que exaltam as diferenças de cada uma sem as opor, amalgamando-se num conjunto de unicidade que torna visivelmente concreta aquilo que comummente chamamos fraternidade», assinala.

Na Vila Olímpica, prossegue o sacerdote, «toca-se pela mão aquilo que o papa Francisco escreve na encíclica “Fratelli tutti”, reiterando como o mundo existe para todos, porque todos nós, seres humanos, nascemos nesta Terra com a mesma dignidade».

Para o responsável, «as diferenças de cores, religião, capacidade, lugar de origem, lugar de residência e muitas outras não se podem antepor ou utilizar para justificar os privilégios de alguns em detrimento dos direitos de todos».

«Aqui toca-se pela mão a beleza de sermos únicos, mas no interior de uma comunidade extraordinária, em que cada atleta vive a sua experiência olímpica com o direito a sonhar uma vitória, sentindo que todos têm as mesmas oportunidades de subir ao pódio, independentemente de estar equipado com a camisola de um país rico ou com a de um país pobre», acentua.

Nos Jogos Olímpicos «as periferias desaparecem e há um único centro de gravidade: a alegria de ter realizado o sonho comum» de participar, conclui o P. Marco, diretor do Departamento Nacional para a Pastoral do Tempo Livre, Turismo e Desporto da Conferência Episcopal Italiana.

Não é a primeira vez que o sacerdote acompanha uma delegação olímpica: a estreia foi em 2018, em PyeongChang. Antes de partir para a Coreia do Sul, declarou: «A fé e o desporto têm muitas coisas em comum: a coragem, o treinamento, a alegria, o altruísmo e a fantasia de encontrar a maneira própria de exprimir a beleza que cada um traz consigo».

A Igreja católica «está comprometida no mundo do desporto para anunciar a alegria do Evangelho, o amor inclusivo e incondicional de Deus por todos os seres humanos», sublinhou em 2016 o papa Francisco.


 

Rui Jorge Martins
Fonte: ANSA
Imagem: Jogos Olímpicos, Rio de Janeiro, Brasil, 2016 | D.R.
Publicado em 23.07.2021

 

 
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