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Luís Miguel Cintra lê, Emília Nadal “pinta” e João Lourenço comenta livro do Apocalipse

O último livro da Bíblia, que assume especial relevância nas leituras proclamadas nas missas do fim do ano litúrgico e início do Advento, que se aproximam, vai ser abordado por protagonistas de duas categorias artísticas e por um teólogo, através de sessões de acesso gratuito, transmitidas pela internet.

O ciclo proposto pela comunidade da Capela do Rato, em Lisboa, começa com o biblista João Duarte Lourenço, que apresenta a reflexão "'Abrir as páginas seladas.' O Apocalipse, uma profecia para tempos de crise".

O ator e encenador Luís Miguel Cintra prossegue a iniciativa com a leitura e comentário ao livro (disponibilizados em registo áudio), e, na terceira sessão, a pintora Emília Nadal propõe um olhar ao Apocalipse como fonte de inspiração artística.

«Na continuidade da sua tradição de colocar em diálogo a experiência cristã com as inquietações da mundo contemporâneo, a Comunidade da Capela do Rato propõe-se (re)ler o Livro do Apocalipse a partir do drama da atual crise pandémica», destaca uma nota enviada hoje ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Crentes e não crentes precisam de uma «mensagem consoladora» para a «dor», «lágrimas» e «luto» pelas pessoas que morreram, refere o comunicado, acrescentando que o projeto «constitui também uma proposta para melhor viver o tempo do Advento».

«O Livro do Apocalipse é o grito de triunfo e de esperança, das primeiras comunidades cristãs, no meio de perseguições, morte, de violência, de vida comunitária que se desfaz e dispersa no medo. É o livro da proclamação da soberania de Cristo (Cordeiro Imolado) sobre os impérios deste mundo; é um poderoso apelo à resistência, à esperança e ao testemunho ativo dos cristãos. Com uma visão dramática da história, marcada pela luta entre o bem e o mal, a vida e a morte, o Apocalipse celebra o triunfo da vida, da humanidade reconciliada e salva de todos os perigos e dores. É o Livro do Advento da Igreja que grita de desejo, do profundo da sua dor e angústia, pela vinda do Senhor: "Vem, Senhor Jesus"», acentua o texto de apresentação do ciclo.

Imagem "Pedra branca" | Emília Nadal | D.R.


Não é a primeira vez que Luís Miguel Cintra se encontra publicamente com o livro do Apocalipse: há dez anos, a mesma capela do Rato, então coordenada pelo P. José Tolentino Mendonça, acolheu o encenador para a leitura de um livro que, nas suas palavras de então, é «denso, complexíssimo, assustador», e que, ao mesmo tempo, é um dos «mais discutidos de sempre» (vídeo em baixo).

A literatura apocalíptica consiste, frequentemente, na resposta a uma situação de crise, que neste caso é manifestada pelas inúmeras alusões a perseguições e martírios.

É provável que o autor tivesse presente a perseguição que o Império Romano dirigiu contra as comunidades da Ásia no tempo do imperador Domiciano, cerca do ano 95. No interior dos grupos cristãos também havia perseguições originadas pelos seguidores de heresias, sobretudo nicolaítas e marcionitas, bem como por aqueles que prestavam culto ao imperador.

O livro responde às inquietações da comunidade crente, insistindo na fé e na esperança, com as quais se deve esperar a salvação e o juízo de Deus. Tanto a realidade da ameaça do mal como as promessas de Deus de conservar a sua Igreja são válidas para todos os tempos.

Grande parte dos exegetas considera que o livro não pode ser atribuído ao mesmo autor do quarto Evangelho e da primeira carta de João, embora se admita a possibilidade de ter origem numa escola de pensamento joanino.

 

Programa

25 de novembro
21h30
João Duarte Lourenço
Clique aqui para aceder a sessão via Zoom
ID da reunião: 867 775 6847; senha de acesso: 1234

28 de novembro
18h00
Luís Miguel Cintra
Transmissão pelo site da Capela do Rato (https://www.capeladorato.org) e Facebook (https://www.facebook.com/capeladorato.org)

2 de dezembro
21h30
Emília Nadal
Clique aqui para aceder a sessão via Zoom
ID da reunião: 867 775 6847; Senha de acesso: 1234








 

Rui Jorge Martins
Imagem: Luís Miguel Cintra | D.R.
Publicado em 18.11.2020

 

 

 
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