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Cinema: “Invisível herói” ganha prémio Árvore da Vida no IndieLisboa

O filme “Invisível herói”, da realizadora Cristèle Alves Meira, ganhou este sábado o prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, a uma obra selecionada para a Competição Nacional do festival de cinema IndieLisboa.

O júri destacou a «forma comovedora e corajosa como o protagonista concretiza a vida que pensou, sem abdicar da sua dimensão de sonho», mostrando «que é na procura que se dá o encontro com o outro, acompanhado pela dimensão musical da vida».

Resultado de uma produção luso-francesa de 2019, “Invisível herói” (27 minutos) narra o percurso de Duarte, de 50 anos, invisual, que pelas ruas de Lisboa procura Leandro, um amigo cabo-verdiano desaparecido sem deixar rasto, a quem quer entregar uma música que compôs, refere a sinopse.

«Apesar do calor do verão de Lisboa, Duarte caminha quilómetros na sua vizinhança, mas ninguém parece tê-lo visto, nem se lembra dele. A sua busca acabará por levá-lo ao coração da noite e a revelar o seu segredo», assinala o texto de apresentação.

A «história de perseverança e disponibilidade, entre o facto e a ficção», interpretada por Duarte Pina e Lucilia Raimundo, vai estar também presente na Semana da Crítica do prestigiado Festival de Cannes.



Imagem "Invisível herói" | D.R.


Nascida em 1983 em França, onde está agora em gravações, a lusodescendente Cristéle Alves Meira assinou dois documentários, “Som & morabeza” (2010) e “Nascido em Luanda” (2013), ambos sobre a imigração, e duas curtas-metragens rodadas em Portugal, “Sol branco” (2014) e “Campo de víboras” (2016).

O prémio Árvore da Vida, de dois mil euros, concedido a um filme que privilegia valores espirituais e humanistas, a par das qualidades cinematográficas, teve este ano como jurados Inês Gil, cineasta e docente de Cinema, Inês Espada Vieira, professora e investigadora de Estudos de Cultura da Universidade Católica, e P. Vítor Gonçalves, referente da Pastoral da Cultura do patriarcado de Lisboa.

O júri atribuiu também uma menção honrosa a “A Minha Avó Trelototó”, de Catarina Ruivo, «documentário com sabor a ficção, que aborda questões universais como a memória, o envelhecimento, as relações familiares, a partir de uma história profundamente pessoal», indica a declaração justificativa.

«Como filmar uma ausência? Este é um filme feito de muitos tempos e registos que constroem um universo onde cartas, fotografias, memórias e os vídeos de telemóvel dão corpo a um fantasma doce», lê-se no resumo da obra de 173 minutos, produzida em 2018 e interpretada por Rita Durão, Júlio Ruivo, Ausenda Vital, José Coelho e Graça Bastos, que conquistou igualmente o prémio Allianz para melhor longa metragem portuguesa.

Catarina Ruivo (n. 1971) assinou a montagem e argumento de vários filmes, tendo realizado "Uma cerveja no inverno", "André Valente", "Daqui p'ra fre nte" e "Em segunda mão".

O anúncio dos distinguidos de todos os prémios do IndieLisboa decorreu na noite deste sábado, na Culturgest.



Imagem "A minha avó Tralototó" | D.R.







 

Rui Jorge Martins
Imagem: "Invisível herói" | D.R.
Publicado em 20.05.2019

 

 

 
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