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“Guerra Fria” é o melhor filme europeu de 2018, aponta votação da Associação Católica Mundial para a Comunicação

«Num subtil e romântico preto e branco», o filme «retrata o complicado amor de dois artistas polacos durante a Guerra Fria. A coreografia de ida e volta entre as fronteiras dos dois blocos políticos é um eco da viagem sentimental das personagens. Um relato onde a história se mistura e choca com as nossas próprias histórias: “Quando há amor, o tempo não conta”.»

A secção europeia da SIGNIS – Associação Católica Mundial para a Comunicação, atribuiu o prémio de melhor filme europeu de 2018 para “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski, na sequência das votações dos membros da organização, entre os quais Inês Gil, do grupo de cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O cineasta polaco é distinguido pela segunda vez ao longo dos 10 anos da atribuição do prémio, depois de “Ida”, em 2014, tornando-se o terceiro realizador a obter dupla distinção, com Michael Haneke e Aki Kaurismaki.

O filme «é uma impetuosa história de amor entre duas pessoas de diferentes origens e temperamentos, que são fatalmente incompatíveis, mas que estão destinadas a estar juntas. Tendo como pano de fundo a Guerra Fria nos anos 50 na Polónia, Berlim, Jugoslávia e Paris, o filme retrata uma história de amor impossível em tempos impossíveis», lê-se na sinopse redigida pela Midas, distribuidora da película em Portugal.



«Seguramente, a narrativa da fuga do estalinismo tem ecos em relação às tendências autoritárias da Russa contemporânea, e não só. Não é preciso exagerar, o estalinismo está morto, mas é preciso estar consciente daquilo que se movimenta no mundo, também nas relações pessoais. Fiz um filme não a pensar nas notícias ou nos jornalistas, mas nas emoções que atravessam o tempo e o espaço»



A narrativa inicia-se quatro anos após o fim da segunda guerra mundial, em 1949, quando nas povoações rurais polacas começou o recrutamento daquele que aos poucos se torna o “Mazowsze”, corpo de dança e cantos populares nascido por vontade do governo próximo do regime soviético.

É neste contexto que nasce a relação entre Wiktor (Tomasz Kot), músico e diretor da companhia, e a aluna Zula (Joanna Kulig), sobre quem recai a suspeita de ter morto o pai. Chegados a Berlim Oriental para uma exibição, Wiktor organiza a fuga para o outro lado do muro, mas a jovem, contra o que era esperado, não aparece no encontro.

“Guerra Fria” foi distinguido com cinco prémios na cerimónia de atribuição dos Prémios do Cinema Europeu do ano passado: melhor filme, realização, argumento, montagem e atriz (Joanna Kulig).

«Seguramente, a narrativa da fuga do estalinismo tem ecos em relação às tendências autoritárias da Russa contemporânea, e não só. Não é preciso exagerar, o estalinismo está morto, mas é preciso estar consciente daquilo que se movimenta no mundo, também nas relações pessoais. Fiz um filme não a pensar nas notícias ou nos jornalistas, mas nas emoções que atravessam o tempo e o espaço», declarou o realizador.

“Dogman” de Matteo Garrone , “L'Apparition", de Xavier Gianoli, "Lazzarro felice”, de Alice Rohrwacher e « Pope Francis: A man of his word", de Wim Wenders, foram os filmes finalistas.

O objetivo do prémio atribuído pela SIGNIS é «promover e gerar interesse em películas europeias emergentes, que se destacam pela qualidade cinematográfica e conteúdo temático».









 

Rui Jorge Martins
Fontes: SIGNIS, Cinematografo
Imagem: Midas | D.R.
Publicado em 02.04.2019

 

 
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