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“Diálogos”: Entre a pintura e a ourivesaria, de meia centena de obras contempla-se a beleza de Deus

Revelar ao público peças que, na maioria, não são usadas no culto litúrgico católico, foi um dos objetivos que congregou os esforços de quatro dioceses para preparar e apresentar a exposição “Diálogos. Na beleza das obras contemplamos a beleza do Criador”.

«O programa expositivo compreende meia centena de peças de diversas tipologias artísticas, como a pintura, a escultura, a azulejaria e a ourivesaria, dos períodos medieval, moderno e contemporâneo, provocando o cruzamento de diferentes propostas estilísticas e iconográficas», destaca uma nota de imprensa enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

A mostra organizada pelas dioceses de Aveiro, Guarda, Lamego e Viseu proporcionou igualmente «a troca de experiências e o confronto de especificidades e identidades entre o património» de um território que se estende do litoral à fronteira interior de Portugal continental.

«Este trabalho em comunhão tem também efeito positivo na articulação de competências técnicas e científicas e na utilização de recursos financeiros que sabemos serem muito limitados», assinala o texto.



«A perceção do alcance da ação das mãos humanas sobre os materiais é ampliada através da inclusão de algumas das ferramentas utilizadas na sua execução»



Ao projeto está «associada a salvaguarda do património, promovida pelas intervenções de conservação e restauro das obras», que não seriam objeto de particular atenção «a não ser no contexto de exposições».

Os «diálogos» evocados pelo título da exposição advém das «complexidade e interesse» das relações que se desenvolvem entre o artista e os materiais que utiliza para a criação de obras de arte, os quais são fruto da criação de Deus, são materiais que o homem/artista vai buscar à natureza, para os transformar em peças de arte que “falam de Deus”, que são motivadoras de diálogos com os homens que através delas se aproximam de Deus».

Por isso, a par das obras de arte, são integrados no percurso «os materiais da natureza, possibilitando o confronto visual das duas realidades, a material e a peça que o artista foi capaz de retirar».

«A perceção do alcance da ação das mãos humanas sobre os materiais é ampliada através da inclusão de algumas das ferramentas utilizadas na sua execução, bem como de alguns registos expressivos da cultura católica, facilitadores da “leitura” das obras de arte expostas por crentes e não crentes», explicam os organizadores.

A mostra está exposta no Museu Diocesano de Lamego até 15 de outubro, seguindo para a Casa da Cultura de Ílhavo, de 22 de outubro a 4 de fevereiro de 2022. A itinerância prossegue, entre 18 de fevereiro e 17 de junho, pelo Museu da Misericórdia e Viseu, terminando no Museu Diocesano da Guarda, de 24 de junho a 18 de outubro de 2022.









 

Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 12.07.2021

 

 
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