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Estreia de cantata e inauguração de escultura assinalam 60 anos do santuário de Cristo Rei

Uma cantata a Cristo Rei, com letra do bispo D. Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício da Cultura, e música do Cón. Ferreira dos Santos, vai assinalar no próximo sábado os 60 anos do santuário homónimo voltado para a cidade de Lisboa.

A obra, com a duração de uma hora, será apresentada por um coro de 340 vozes e quatro solistas, acompanhados por uma orquestra de 50 elementos, anuncia a página da diocese de Setúbal.

A peça, que será interpretada na igreja paroquial de Almada, às 21h00, volta a ser executada a 17 de junho, no santuário de Fátima, e a 3 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

As comemorações do aniversário iniciam-se a 17 de maio, com uma missa presidida pelo bispo de Setúbal, D. José Ornelas, às 18h30, no santuário de Cristo Rei, seguindo-se a inauguração de uma fonte luminosa e de um conjunto escultórico.

O programa do dia termina com um jantar para convidados, em que será apresentado o livro “Gestos de misericórdia num coração missionário”, homenagem ao P. Acílio da Cruz Fernandes, diretor da Casa do Gaiato de Setúbal.



A estátua de Cristo Redentor, com 28 metros de altura, encontra-se com os braços abertos e o coração visível, assentando num pedestal quadrado, em tronco de pirâmide, com 82 metros



A estátua em betão representando Cristo Rei foi mandada erigir por D. Manuel Gonçalves Cerejeira, então cardeal-patriarca de Lisboa (diocese a que pertencia Almada, hoje Setúbal), depois de contemplar, em 1934, a imagem de Cristo Redentor do Corcovado, no Rio de Janeiro.

A aprovação do episcopado para a concretização surgiu na Pastoral Coletiva da Quaresma de 1937, onde se dizia que a sua construção seria sinal da afirmação da fé do Povo português, perante o crescimento do ateísmo nos países de tradição cristã.

Com o início da II Guerra Mundial, em 1939, a ideia da construção do monumento ganhou novo sentido e vigor, pelo que, a 20 de abril de 1940, em Fátima, os bispos fizeram um voto: «Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ia sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para si toda a humanidade».

Em 18 de dezembro de 1949, nos 50 anos da morte da Beata Maria do Divino Coração e da consagração ao Sagrado Coração de Jesus, pelo papa Leão XIII, foi lançada a primeira pedra.



O projeto do monumento foi do arquiteto António Lino, e o autor da imagem de Cristo foi o mestre Francisco Franco. O conjunto foi construído sob a direção do engenheiro Francisco de Mello e Castro



A construção começou em 1952, e em 17 de maio de 1959, o santuário foi inaugurado com a presença do episcopado português, e dos cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques, perante 300 mil pessoas.

As celebrações, que decorreram durante três dias, culminaram com a presença da imagem de Nossa Senhora de Fátima. O papa João XXIII fez-se presente através de uma radiomensagem.

A estátua de Cristo Redentor, com 28 metros de altura, encontra-se com os braços abertos e o coração visível, assentando num pedestal quadrado, em tronco de pirâmide, com 82 metros. É formado por quatro arcos com cobertura em terraço, orientados segundo os pontos cardeais.

O projeto do monumento foi do arquiteto António Lino, e o autor da imagem de Cristo foi o mestre Francisco Franco. O conjunto foi construído sob a orientação do engenheiro Francisco de Mello e Castro.

O edifício de acolhimento foi projetado pelos arquitetos Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes. As obras foram iniciadas em 1987 e o edifício foi inaugurado em 1996, mas só em 2007 ficou concluído. Dezenas de esculturas, pinturas e vitrais foram, ao longo dos anos, enriquecendo o património artístico e espiritual do santuário.


 

Rui Jorge Martins
Fontes: Diocese de Setúbal, Maria do Rosário Barardo (“Santuários de Portugal”, ed. Paulinas)
Imagem: Samuel Borges/Bigstock.com
Publicado em 13.05.2019

 

 
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