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Escultura homenageia anterior bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro

«Esta é a homenagem dos amigos ao D. Ilídio Pinto Leandro. Uma homenagem de amigos para um amigo, sem vínculos a qualquer instituição, sem nomes e um só protagonista, o D. Ilídio. Os amigos sentiram-se convidados a participar, mais de oito dezenas confiaram e disseram Sim a esta amizade. Uma homenagem simples, para um homem simples, feita de coração pelos amigos.»

É com estas palavras que abre a declaração de um grupo de amigos do anterior bispo de Viseu (1950-2020) na qual se justifica a oferta, «para homenagear» o prelado, da escultura “Um anjo”, de Paulo Neves, colocada próximo da sepultura de D. Ilídio, em Rio de Mel, sua terra-natal.

«Sentimo-nos privilegiados pela presença deste amigo nas nossas vidas, do qual tantas vezes ouvimos um caloroso caríssimo ou caríssima. Mesmo não estando presente fisicamente, ele contínua presente nas memórias, no coração de cada amigo, mas também em tudo o que com ele aprendemos e que se faz luz na nossa caminhada», refere o texto enviado hoje ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Partindo do lema episcopal de D. Ilídio Leandro, «Convosco, por Cristo, para todos», reveladora da ação do prelado, «sempre centrada nos outros», a escultura «não é privativa da sua campa e dos seus pais, mas sim pertença de todos, partilhada com os sepultados e com os vivos que visitam o cemitério».



«O projeto foi assumido por um grupo de amigos anónimo, tendo sido angariado um valor que permitiu a sua concretização e que ainda possibilita a entrega de um contributo a uma instituição social em nome do D. Ilídio»



Na peça em mármore representam-se duas asas inacabadas: «Permitem a cada um pensar com liberdade na sua continuidade, e esta presumida imperfeição é representativa da forma como o D. Ilídio encarava cada um de nós: não somos perfeitos, e ainda bem, porque isso torna-nos humanos e desafia-nos a procurarmos ser melhores».

«As formas geométricas, contemporâneas, da escultura podem suscitar dúvidas e opiniões pouco consensuais, estando ausentes as formas a que a cultura artística nos habituou para esta tipologia de peças. Também esta modernidade é concordante com a postura de abertura à inovação e à mudança que o D. Ilídio sempre protagonizou na arte e na Igreja», explica a declaração.

Com efeito, na ação e legado do prelado estão «os seus sonhos de escutar o mundo», a par da defesa de «uma Igreja atualizada em relação à sociedade».

«O projeto foi assumido por um grupo de amigos anónimo, tendo sido angariado um valor que permitiu a sua concretização e que ainda possibilita a entrega de um contributo a uma instituição social em nome do D. Ilídio, que em tempo útil será anunciada», assinala o texto.

Antes da apresentação da escultura, o atual bispo de Viseu presidiu a uma missa na qual evocou o antecessor, que «ficará para sempre no coração e na memória de toda a sua família, dos seus amigos, desta paróquia e daqueles que trabalharam e conviveram com ele na diocese».

«Vive quem ama como Cristo amou. O Senhor D. Ilídio deixou-nos este exemplo, este testamento espiritual e pastoral, do qual não podemos desviar o nosso caminho, A pastoral familiar, a pastoral juvenil e as conclusões de um sínodo, que devemos pôr em prática foram algumas das suas preocupações pastorais para Diocese», acrescentou D. António Luciano.



Imagem "Um anjo" | Paulo Neves | D.R.

 

Rui Jorge Martins
Imagem de topo: "Um anjo" (det.) | Paulo Neves | D.R.
Publicado em 29.06.2021

 

 
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