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Leitura: “Educar os filhos na fé”

«Educação preventiva: é preciso começar cedo. É preciso prevenir a queda da fé reforçando as fundações enquanto os filhos são pequenos.

Educação no dia a dia: a fé não se vive dentro de uma redoma de vidro nem de maneira isolada do resto da educação. A vida de fé precisa de uma educação integral e de uma experiência diária. Só experimentando o amor no dia a dia é que os nossos filhos vão percecionar e sentir o Amor de Deus como credível e familiar.

Educação narrativa: a fé não é feita de conceitos, mas de narrações, de um povo que faz experiência de um Deus que vem ao seu encontro; de uma comunidade que faz experiência de um Deus que se faz homem, fala do Pai através de parábolas e de histórias convidando-nos a sermos, como Ele, testemunho e parábola de Deus.

Educação responsável: como pais não podemos delegar aos outros a responsabilidade da educação na fé dos nossos filhos. Aliás, somos mesmo os primeiros catequistas deles. E somo-lo, em primeiro lugar, com o exemplo de vida que não deve desmentir as nossas palavras. Somos também responsáveis no sentido que temos a tarefa de dar respostas às perguntas dos nossos filhos ou, pelo menos, temos a responsabilidade de os saber orientar para as pessoas que estão em condições de dar resposta às legítimas perguntas e dúvidas em matéria de fé.

Educação responsabilizadora: ou os nossos filhos se tornam crentes ativos ou então serão para sempre clientes passivos que, mais tarde ou mais cedo, se aproximam de fornecedores de respostas mais perspicazes (cf. Lc 6,8). Os filhos sentir-se-ão parte da Igreja e que a fé é a fé deles, se tiverem feito experiência pessoal de Deus. A nossa tarefa, enquanto eles forem pequenos, é a de lhes proporcionar oásis onde possam ir buscar a água de Cristo, oásis que podem ser comunidades oficiais ou encontros «informais» com a prole de outras famílias desejosas, como nós, de criar os filhos na fé.»

São estes os cinco «pilares» propostos em “Educar os filhos na fé”, de Robert Cheaib, que a Paulinas Editora lançou este mês, «livro que vem da vida e que a ela volta», por ter partido da experiência do autor e da sua mulher com as suas crianças, bem como do que aprenderam «com as famílias que superaram com sucesso o crescimento dos filhos, que conservaram ou recuperaram mais tarde a fé».

 

Para os pais de filhos pródigos
Robert Cheaib
In “Educar os filhos na fé”

Os pródigos e aqueles que os amam

Neste livro falámos de Jesus Cristo como parábola do Pai. Considerámos também o facto de Jesus ser um mestre a narrar o Pai e a tornar o Reino palpável através das parábolas. Agora, se eu perguntasse ao leitor qual é a parábola mais famosa de Jesus, creio que não erro se adivinhar que a sua resposta foi: a parábola do filho pródigo (ou do Pai misericordioso). Esta parábola, que não precisa de apresentação e da qual, todas as vezes que é meditada, brotam novas intuições sobre o rosto do Amor louco de Deus, é a parábola que confio aos pais dos filhos pródigos. É a parábola de Deus Pai com cada um de nós, porque todos, mas mesmo todos, somos filhos pródigos.

Não quero fazer um comentário exegético-espiritual a este texto. Para além de já o ter feito noutra ocasião, sei que existe uma bibliografia volumosa e de ótima qualidade sobre o tema. Aquilo que quero aqui fazer, para além de reiterar a necessidade de nos deixarmos abraçar pelo Pai misericordioso, é propor algumas pistas concretas inspiradas na parábola.

 

A sagrada liberdade

«Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: “Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde”. E o pai repartiu os bens entre os dois» (Lc 15, 11-12). Eis-nos perante o mistério da liberdade. Um filho que olha para o pai olhos nos olhos, que sabe que tudo o que é seu é dom daquele pai, e decide com desfaçatez exigir a sua parte da herança. Não só faz a escolha de abandonar a casa do pai, mas decide viver como se o seu pai já tivesse morrido.

E o Pai escuta-o, o Pai não aprisiona o filho no seu amor. Dissemos ao longo deste livro que é necessária a presença e a disciplina dos pais. Não mudei de ideias, neste ponto. Explico melhor. Enquanto os filhos são pequenos, os limites, as regras e a disciplina não são apenas úteis, são necessários e cruciais. Somos responsáveis pelos nossos filhos quando são pequenos e é ingénuo pensar que podem ser deixados entregues a si próprios logo em tenra idade. É uma espécie de «abandono de menores». Mas quando crescem, o nosso dever é abrandar gradualmente as rédeas, para que escolham o seu caminho.

Impor-lhes um caminho é não só sinal de falta de confiança neles, mas também sinal de falta de fé em Cristo. Queremos fazer o trabalho de Deus. Um sinal subtil de falta de fé e de falta de confiança no Senhor, que – confiemos – «levará a termo a sua obra». Acontece, portanto, como no caso do filho pródigo, que a liberdade dada coincide com o afastamento dos filhos. De novo, sejamos bem-vindos ao «teodrama».

 

Os motivos do afastamento

«Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada» (Lc 15, 13). Quando este afastamento acontece, sentimo-nos postos em causa como pais. Aliás, muito provavelmente, sentimo-nos sob acusação. O que fizemos? O que não fizemos? Onde errámos?

Repito o que já disse: após um sério exame de consciência, é importante reconhecermos que, em última análise, cada pessoa é responsável pelas escolhas que faz. A rejeição da fé é uma questão muito complexa e é injusto e irreal atribuir a nós próprios mais responsabilidade do que a necessária. O diálogo com pessoas que se afastaram da fé mostra que o fenómeno é complexo e cheio de variáveis não previsíveis. Elenco apenas alguns dos motivos de casos que acompanhei:

• Vida profissional ou económica difícil.
• Abusos físicos ou emocionais.
• Solidão, desilusão sentimental.
• Perda de uma pessoa querida.
• Experiência traumática do mal, em várias vertentes.
• Assédio físico ou assédio nas redes sociais.
• Riqueza material. Não para demonizar a riqueza, mas
quantas «preocupações desta vida» sufocam a semente
da fé, sobretudo em filhos que recebem tudo dos pais
menos a presença deles e os valores verdadeiros.
• Impacto negativo do encontro com pessoas religiosas e
consequências de maus testemunhos.
Peer pressure ou seja, influência e pressão dos pares,
como, por exemplo, o escárnio ou a coação que impele
a adequar-se à lógica do grupo.
• Acentuação exagerada do lado moral da fé, em detrimento
da dimensão pessoal.
• Ausência de relação com Jesus Cristo, uma fé mais à
base de rituais do que de encontro pessoal.
• Em concomitância com estes motivos, e para além
deles, a personalidade do sujeito que se afasta da fé.
Há pessoas que são menos propensas para a interioridade,
para a oração, para a meditação, para a fé.
• A liberdade! O caso sério da liberdade! Muitas vezes não há motivos… Somente a liberdade. (…)

Enquanto pais, por mais que supervisionemos os nossos filhos, há muitas coisas que nos escapam. A vida não pode ser encapsulada. Devemos pacificar-nos com isso e assumir a postura do Pai misericordioso, como mostrarei de seguida. Por agora, fixemos esta verdade: a nossa tarefa não é a de levar os filhos ao Pai, mas de levar o Pai aos filhos.

 

Deus tem o primado da esperança

«E, caindo em si […], levantou-se e foi ter com o pai» (Lc 15, 17.20). Estamos habituados a ser solicitados a praticar as virtudes teologais: a fé, a esperança e o amor. Raramente, porém, se fala do facto que o próprio Deus também pratica, de certa forma, estas mesmas virtudes, não apenas em si, mas para connosco. Como é natural, a nossa maneira de falar de Deus tem um quê de analógico e de metafórico, motivo pelo qual qualquer semelhança é superada por uma maior dissemelhança (como ensinava magistralmente o Concílio Lateranense IV). Tendo consciência, por isso, do nosso modo analógico de falar, podemos, portanto, afirmar – baseando-nos no ensinamento das escrituras e na experiência dos pecadores e dos santos – que Deus espera em nós. Deus tem o primado da esperança. Deus é o primeiro a esperar, Deus espera até ao fim. Nas vicissitudes de Jesus temos uma testemunha desta esperança. Dado que falámos de Judas e da sua traição, observemos o que faz Cristo «em troca»: Ele, sabendo que Judas o traía, não o expulsa, mas «molhando o bocado de pão, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes» (Jo 13, 26). É louco este Deus que espera no homem até ao fim. O bocado de pão molhado é o gesto desesperado da esperança divina. É o dom de si perante o gesto da traição, para o esvaziar da própria culpa; para recordar ao discípulo que aquilo que conta não se acumula, mas acolhe-se; para ocupar-se daquele coração antes que seja ocupado pelo inimigo. Quando Satanás entrar em Judas, encontrará Jesus já preparado para morrer por ele, encontrará o Mestre tenazmente agarrado à alma de Judas. Antes de permitir a Iscariotes que sai para a noite, Jesus, Luz do mundo, doa-se a ele, no bocado de pão eucarístico. Com efeito, a palavra utilizada por João é «psoimon». É a mesma palavra utilizada ainda hoje para dizer «hóstia» nas liturgias bizantinas. Se Deus espera no homem, pode-se ter esperança em mim, pode-se ter esperança por todos os filhos pródigos, por todas as filhas pródigas, pode-se ter esperança em todos.

Mas o que tem o tema da esperança de Deus a ver com o título deste ponto? A esperança de Deus não é uma esperança vã, não é aquilo que em inglês se designa como wishful thinking, nem aquilo que gosto de representar como «eventualismo» (de eventualmente). A esperança de Deus baseia-se num dado substancial: fomos criados à sua imagem e semelhança, fomos criados para Ele e o nosso coração – como recorda Santo Agostinho – fica inquieto e in satisfeito enquanto não repousar nele. Deus procura-nos no nosso coração, nas nossas insatisfações, nas nossas alegrias. Somos chamados a esperar que, mais tarde ou mais cedo, acompanhados pelas nossas orações, os filhos pródigos sentirão nostalgia e sede de Casa, do Amor maior.

Nos seus estudos estatísticos, Tom Bisset fala de uma returning curve (uma parábola do regresso). É uma espécie de parábola que descreve o afastamento dos filhos e, baseado em estatísticas recolhidas pelo autor sobre a fé na América dos Anos Oitenta-Noventa, cerca de 85% dos que desertam da fé regressa, mais tarde, ao redil de Cristo. Bisset exprime a confiança de que independentemente daquilo que os nossos filhos pensam durante a adolescência, é muito provável que ocorra uma revisão, uma reformulação quando chegarem aos vinte, trinta anos. Muitos regressam aos valores dos pais quando, por sua vez, se tornam pais e mães.

 

Espera ativa

«Quando ainda estava longe, o pai viu-o» (Lc 15,20). Ouço tantos pais a dizerem – a propósito dos filhos que se afastaram – que, agora, já não há nada a fazer. Tornaram-se adolescentes ou adultos e já não dão ouvidos aos pais. Sim, talvez o tempo das «catequeses domésticas» tenha passado, mas não passou o tempo de outras iniciativas que os pais podem empreender. A primeira é a da oração. As palavras proféticas do bispo a Santa Mónica a respeito do seu filho Agostinho valem para todos os filhos/as pródigos/as: «Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas». O filho das tuas orações, do teu sofrimento que se une ao sofrimento de Cristo não se pode perder. Carreguemos a cruz do afastamento com amor e de coração aberto, à imagem do coração trespassado de Cristo, para dar sangue e água, para dar consolação e vida. Tal como os amigos do paralítico, podemos levar estes filhos «de fé paralisada» à presença de Jesus, destapando o telhado, usando «violência», aquela violência de que Jesus diz que é a única que permite a conquista do reino (cf. Mt 11, 12). O Senhor velará pela nossa fé.

Dizia antes que não é tarefa nossa levar os filhos (crescidos) ao Pai. Mas há uma exceção a esta regra. Se não podes trazer Deus ao teu filho, leva o teu filho a Deus… na oração. Deus quer falar, quer invadir o coração do homem e a nossa intercessão contribui misteriosamente para a realização deste desejo divino. Aquela imagem do Pai que vê ao longe, porque o coração dele está com o filho e o seu olhar nunca se desviou do horizonte, nos dê forças e nos acompanhe nesta espera ativa. Que as palavras de Jesus a Pedro, que fraqueja durante a paixão do Mestre, sejam também as nossas para os nossos filhos pródigos. Na esperança de, um dia, regressados, podermos dizê-las como gesto de amor, de fé e de esperança para com eles: «Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos» (Lc 22, 32).

 

Diálogo sereno

«Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos» (Lc 15, 22-23). Para além da oração silenciosa, é bom trabalhar para reconstruir um diálogo provavelmente perdido, não necessariamente sobre os temas «quentes» da fé, mas simplesmente um diálogo sereno e confiante. Dom Bosco dizia que «até a criança quer ser persuadida de que o seu superior tem boa esperança da sua emenda». O mesmo vale para os pais de filhos pródigos.

Quantos pais com filhos distantes da fé experimentam, infelizmente, uma espécie de curto-circuito: traumatizados pelo afastamento dos filhos, só pensam no assunto. E, amiúde, não falam de outra coisa com os filhos. Infelizmente, esta postura triste e pressionante, por mais justificável que seja, não ajuda. Os filhos não voltam porque nós estamos de luto. Regressam, eventualmente, se encontrarem amor, alegria e festa em casa. Para isso é necessário, num certo sentido, escandalizar os nossos filhos com a alegria. Mas antes de falarmos sobre este aspeto, apresento algumas ideias que me impressionaram da experiência de um casal – não um casal qualquer – com filhos pródigos: a história do casal Graham.

 

Parêntesis: conselhos de uma mãe de filhos pródigos

Ruth e Billy Graham 6, na autobiografia Prodigals and Those Who Love Them, narram as vicissitudes por que passou o filho Ned, atraído pela subcultura da droga e da libertinagem dos Anos Sessenta. Apesar do abuso de substâncias, o estilo de vida totalmente dissoluto e distante dos valores da família, Ned conta que os seus pais, embora desaprovassem o seu comportamento, nunca o condenaram nem repudiaram. Ao falar do motivo do seu regresso a casa e à fé, Ned confessa que foi «o amor incondicional que tinha em casa e que era simplesmente “irresistível”».

Na sua reflexão, Ruth Graham oferece quatro conselhos para pais com filhos pródigos.

• O primeiro conselho é o de ter um plano: encorajá-los. Vou manter os canais de comunicação abertos, sempre! Farei com que saibam que são amados e que são bem-vindos a casa, sempre! Permitirei aos meus filhos que discordem de mim, desde que o façam com respeito.

• O seu caminho de pai com fé deve estar em primeiro lugar. Ruth, durante o afastamento do filho, rezava da seguinte maneira: «Senhor, cuida dele. Quanto a mim, tenho de resolver, contigo, algumas coisas da minha vida». Graham explica que é irrealista pedir ao Senhor que resolva algo na vida de outra pessoa se não estivermos dispostos a permitir que Deus intervenha na nossa própria vida.

• Adoração e preocupação não conseguem conviver no mesmo coração. Ruth narra que uma vez acordou a meio da noite preocupada com o seu filho pródigo e como não conseguia voltar a adormecer abriu a Bíblia e leu a seguinte passagem: «Por nada vos deixeis inquietar; pelo contrário: em tudo, pela oração e pela prece, apresentai os vossos pedidos a Deus em ações de graças. Então, a paz de Deus, que ultrapassa toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus» (Fl 4, 6-7). Percebeu que havia um ingrediente que faltava na sua oração: a gratidão. Pôs a Bíblia de lado e orientou o seu coração para o Senhor, em adoração e agradecimento, também porque os seus projetos ultrapassam a compreensão humana. Agradeceu a Deus por aquele filho que ama tanto.

• Há sempre esperança. Diz Ruth: «Como mãe só posso caminhar em obediência na presença do Senhor. Se o meu coração fraquejar, como poderei ajudar o meu filho?»

• Os milagres são a especialidade de Deus. Não somos nós quem faz milagres. É Deus. E «bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3, 26).

 

Escandalizar com a alegria

A alegria é contagiosa, a alegria é atraente. Ao invés de andarmos à caça dos nossos filhos, descubramos a atratividade de Jesus e tornemo-nos contagiosos. Os nossos filhos irão por aí, porventura, em busca de alegria, de plenitude e de paz, mas se em casa reinar a alegria de Cristo, a plenitude do amor de Cristo e a paz de Cristo, irão regressar porque ninguém preenche a vida de um homem e de uma mulher como o Senhor. Quem experimentou, sabe-o bem. Tem a certeza. Vive desta certeza. Vive desta esperança. Vive desta visão e, sem a ostentar, manifesta-a. (…)

 

São teus

Tenhamos nós sucesso ou insucesso na tarefa educativa, há uma certeza que devemos manter: os nossos filhos não são «nossos». São-nos simplesmente e temporariamente confiados. São filhos de Deus. Nós podemos e devemos fazer a nossa parte, mas o resto é tarefa de Deus. Tenhamo-los sempre presentes na nossa oração. Peçamos ao Senhor que nos ilumine nesta tarefa e neste ministério de os educarmos, recordando as palavras de Dom Bosco: «Lembrai-vos que a educação é coisa do coração, do qual só Deus é dono, e nós só conseguiremos fazer alguma coisa se Deus nos ensinar a arte e nos der as chaves dele».


 

Edição: Rui Jorge Martins
Imagem: Capa | D.R.
Publicado em 26.07.2019

 

Título: Educar os filhos na fé
Autor: Robert Cheaib
Editora: Paulinas
Páginas: 208
Preço: 14,00 €
ISBN: 978-989-673-701-6

 

 
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