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Curso livre “Arte Moderna e Arte da Igreja”: Especialistas falam de arquitetura e espiritualidade cristã

Revelar o que está para além do olhar imediato, para além do «gosto»/«não gosto», é um dos propósitos do curso livre “Arte Moderna e Arte da Igreja”, cinco sessões, a decorrer em setembro, que pretendem uma abordagem «não apenas numa perspetiva histórica, mas também na sua atualidade».

A iniciativa, a realizar na capela do Rato, em Lisboa, evoca o título do livro publicado há 60 anos pelo P. Manuel Mendes Atanásio, bem como as cinco décadas do encerramento do Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR), refere um comunicado enviado hoje ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

«Se até ao século XX, a Arte sempre tivera um espaço privilegiado no seio da Igreja Católica, grande mecenas de artistas e programas arrojados, muitas dúvidas e receios ameaçaram, a partir das primeiras décadas de novecentos, essa relação intemporal», observa a nota de apresentação do projeto.

Mas foi a «fidelidade» a «esse diálogo antigo e profícuo», que impeliu artistas e religiosos a juntarem-se, «confiantes na sua renovação, combatendo preconceitos e falsas tradições», secundados pelo impulso do papa S. Paulo VI, que lembrou aos artistas «a Igreja tem necessidade de vós».



Está prevista uma visita guiada à igreja de Santo António de Moscavide, com obras de Manuel Cargaleiro, Lagoa Henriques, José Escada, Madalena Cabral, João de Almeida, onde há 60 anos se concretizou um diálogo frutuoso entre a Arte Moderna e a Igreja.



A resposta de arquitetos e de autores de múltiplas áreas da criação artística deu «origem a algumas das mais belas obras da história da Arte Moderna e da Arte da Igreja, de todos os tempos», destaca o texto publicado pelo Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, coparceiro da organização, juntamente com a capela do Rato.

As cinco sessões, que se realizam na semana com início a 23 de setembro, sempre das 18h00 às 20h00, começam com a perspetiva histórica, apresentada por Maria João Baptista Neto e João Alves da Cunha, coordenadores científicos do projeto.

“Protagonistas” é o tema do encontro do dia 24, com João de Almeida e Manuel Costa Cabral, enquanto que no dia seguinte João Norton de Matos sj e Joaquim Félix incidem no tópico “Igreja”.

Paulo Pires do Vale e Marco Daniel Duarte falam do trabalho dos “Curadores”, a 26 de setembro, e, a encerrar as conferências, foi escolhida a perspetiva dos “Artistas”, com Pedro Calapez e Tomás Cunha Ferreira.

No sábado, dia 28, João Alves da Cunha orienta uma visita guiada à igreja de Santo António de Moscavide, com obras de Manuel Cargaleiro, Lagoa Henriques, José Escada, Madalena Cabral, João de Almeida, onde há 60 anos se concretizou um diálogo frutuoso entre a Arte Moderna e a Igreja.

As inscrições devem ser feitas pela internet, até 15 de setembro. O custo é de 60 Euros (30 Euros para estudantes). As vagas são limitadas.

Ainda no contexto da relação entre modernidade e catolicismo, João Alves da Cunha vai apresentar o seu novo livro, “Igreja da Sagrada Família de Paço de Arcos: 50 anos de arquitectura religiosa moderna (1959-2019)", às 16h00 de 24 de agosto, dia que coincide com a comemoração dos 50 anos da dedicação do espaço, onde decorre a sessão.


Imagem Cartaz | D.R.

 

Rui Jorge Martins
Imagem: Igreja de Santo António de Moscavide
Publicado em 18.07.2019

 

 

 
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