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Conselho Pontifício da Cultura debate o «humanismo necessário»

Explorar a «grandeza do humanismo nascido da fusão de princípios clássicos e bíblicos» é o propósito da assembleia plenária do Conselho Pontifício da Cultura, que decorre entre 5 e 23 de novembro, data em que será apresentada uma mensagem em vídeo do papa Francisco.

O tempo, a identidade e a transcendência serão os fios condutores dos debates em torno ao tema “Rumo a um humanismo necessário”, que decorrem pela internet e são reservados aos membros, consultores e colaboradores do Dicastério, entre os quais se encontram o cardeal D. José Tolentino Mendonça e o bispo D. Carlos Azevedo.

«Os temas em reflexão foram fixados muito antes do estalido da pandemia pelo Covid-19. Sem ceder à urgência do momento, decidimos manter o tema previsto, convencidos de que as dramáticas consequências da pandemia confirmaram a necessidade de uma reflexão acerca do que há de permanente na condição humana», aponta o documento de trabalho da assembleia.

Na primeira parte da reunião estiveram em análise as «raízes do humanismo», com o tema “Atenas e Jerusalém. A antropologia do mundo clássico e do mundo bíblico», «que no seu entrelaçamento de diálogo e enriquecimento mútuo deram vida ao humanismo típico da cultura ocidental», refere uma nota de imprensa.



«Mais do que estigmatizar alguns comportamentos atuais, trata-se de destacar como estes demonstram a necessidade de uma visão humanista»



A segunda secção do encontro, com início marcado para esta sexta-feira, dia 12, será marcada pelos «desafios do humanismo hoje», nos quais se inclui «um forte desejo de transcendência, como demonstra a necessidade de religiosidade e espiritualidade», que «não desapareceram, mas adaptaram-se ao contexto moderno», refere o documento de trabalho.

Até ao dia 19 serão consideradas «a busca de formas de religiosidade natural» e «de interioridade», bem como «a espiritualidade entendida como espaço privado de salvação ou como estímulo ao serviço comunitário», a par do «ressurgimento de manifestações de religiosidade popular», sem esquecer «as novas formas de ateísmo, não crença, indiferença».

As conferências, seguidas por discussões em grupos de trabalho, destacarão também «como os traços distintivos e essenciais de uma antropologia na e da relação, inerentes à natureza humana, permitem à pessoa construir relações com os demais que deem sentido aos múltiplos aspetos da sua existência».

Entre estes incluem-se «a identidade do homem e da mulher; a integração da dimensão corporal com a dimensão sexual e a dimensão afetiva», «o desejo de partilhar experiências com os semelhantes» e o «enraizamento na própria herança cultural e a cultura digital atual com os seus aspetos positivos e os desafios e riscos que implica».

«Mais do que estigmatizar alguns comportamentos atuais, trata-se de destacar como estes demonstram a necessidade de uma visão humanista», explica o texto introdutivo do encontro.


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Conselho Pontifício da Cultura
Imagem: "Senecio" (det.) | Paul Klee
Publicado em 11.11.2021

 

 

 
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