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Leitura, espiritualidade: Comunidades católicas apostam na descoberta de livros e autores

Nota: As sessões presenciais do curso "O prazer de ler e pensar" foram encerradas, devido ao Covid-19. A comunidade da Capela do Rato planeia apresentar as conferências agendadas até ao fim da iniciativa em vídeo, na sua página.

A sensibilização para o gosto pela leitura, contribuindo para o enriquecimento espiritual, o amadurecimento psíquico e a intervenção na sociedade, são algumas das motivações presentes nas iniciativas de comunidades cristãs que, através do livro, por vezes não especificamente religioso, cruzam fé e cultura.

“O prazer de ler e pensar” e o “Clube de Leitura São Tomás de Aquino” constituem exemplos de iniciativas que, em 2020, prosseguem um itinerário de formação e descoberta aberto a crentes e não crentes.

Fernando Savater, Alberto Caeiro, Viriato Soromenho-Marques, Dulce Maria Cardoso, Thomas Mann, Mário de Carvalho, Agustina Bessa-Luís, Sophia de Mello Breyner, Kalil Gibran, Yuval Harari, Aldous Huxley, Virginia Woolf, Tomáš Halík e Georges Bernanos são os autores “convidados” para o ciclo “O prazer de ler e pensar”, organizado pela comunidade da Capela do Rato, em Lisboa.

Na iniciativa, que começa a 13 de janeiro, comparecem especialistas nos domínios da literatura e da espiritualidade cristã, para comentar títulos como “O valor de educar”, “A montanha mágica”, “Um deus passeando pela brisa da tarde”, “O profeta”, “Homo Deus”, “O admirável mundo novo”, “Paciência com Deus” e “Diário de um pároco de aldeia”.

Os encontros realizam-se às segundas-feiras, das 18h15 às 20h00, na capela do Rato. As inscrições podem ser feitas presencialmente, no final das missas de domingo (que começam às 11h30), ou por correio eletrónico (capeladorato@gmail.com).



Imagem D.R.


“A palavra nas periferias” é o tema do Clube de Leitura São Tomás de Aquino, na paróquia homónima de Lisboa, que nesta quarta edição, com entrada livre, volta a centrar-se em autores portugueses e obras contemporâneas.

«De uma maneira simples, podemos ver que os livros tocam temas como os refugiados, as pessoas com deficiência, a guerra colonial, a violência doméstica, a velhice. Todavia, a narrativa e o ensaio literário permitem-nos uma imersão que nos leva mais longe e nos aproxima das contradições da nossa própria fragilidade, dos nossos medos, das nossas inquietações», refere uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

As sessões, com a presença dos autores, prosseguem a 18 de fevereiro com “Furriel não é nome de pai” (Catarina Gomes), e “Preciosa” (Nelson Nunes), a 28 de abril, sempre às 21h00. Está por confirmar a participação de Valter Hugo Mãe, para comentar “A máquina de fazer espanhóis”. O ciclo começou em 2019, com “Deixar Aleppo”, de Manuela Niza Ribeiro, e “O meu irmão”, de Afonso Reis Cabral.



Imagem D.R.

 

Rui Jorge Martins
Imagem: R_tee/Bigstock.com
Publicado em 05.01.2020 | Atualizado em 12.03.2020

 

 

 
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