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Centro de Reflexão Cristã abre comemoração dos 45 anos com tributo a Manuela Silva

O Centro de Reflexão Cristã (CRC), formado em 1975 «por um conjunto de cristãos empenhados, como então se dizia, numa evangelização libertadora e na libertação do povo português», abre a 11 de janeiro as comemorações dos 45 anos com um tributo a Manuela Silva (1932-2019).

Nascido das vontades de membros de várias confissões religiosas (leigos e padres católicos, mas também protestantes) - 79 fundadores, entre pessoas individuais e coletivas -, o CRC propunha-se «estudar a “teologia para o crescimento da fé cristã”», escreveu o jornalista António Marujo.

«Havia um “denominador comum: a conceção de Igreja” dos fundadores, onde a “liberdade, a reflexão plural, a capacidade de escuta dos sinais dos tempos e os apelos do mundo” eram critérios-chave para a definição do que se pretendia», acrescentou.

O Fr. Bento Domingues, op caracterizou os fundadores como «pessoas que reconhecem não apenas de forma genérica a importância da teologia na vida da Igreja, mas que sentem a necessidade de a praticar para se tornarem cristãos lúcidos e membros ativos da Igreja».



Manuela Silva distinguiu-se «na defesa de uma economia preocupada com a satisfação das necessidades básicas de todos, e sobre a ação que levou a que fosse considerada “o rosto português do combate à pobreza”»



Fruto deste compromisso, o CRC publicou a revista “Reflexão Cristã” e organizou as “Conferências de Maio”, que ainda hoje prosseguem, a par da realização periódica de debates.

Por ocasião dos 20 anos do CRC, Manuela Silva, cofundadora e durante oito anos membro da Direção, acentuava que o Centro «era a afirmação de uma consciência de leigos que queriam assumir a sua responsabilidade por um novo rosto de Igreja, com o objetivo de promover uma reflexão aberta sobre o mundo».

«Personalidade de referência a nível nacional e internacional», Manuela Silva promoveu no CRC «a realização de estudos pioneiros sobre o combate à pobreza e à exclusão social», assinala uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

As personalidades convidadas evocarão, em forma de testemunho, algumas das áreas de intervenção da economista e antiga presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Igreja católica, com quem conviveram, trabalharam e aprenderam.



A defesa da ecologia integral, na linha da encíclica “Laudato si’”», do papa Francisco, e a criação e implementação da Rede Cuidar da Casa Comum são alguns dos legados de Manuela Silva



Carlos Farinha Rodrigues falará do contributo de Manuela Silva «na defesa de uma economia preocupada com a satisfação das necessidades básicas de todos, e sobre a ação que levou a que fosse considerada “o rosto português do combate à pobreza”».

Isabel Allegro de Magalhães, que em 2010 apresentou o livro “Ouvi do vento”, da ex-secretária de Estado para o Planeamento no I Governo Constitucional, evocará «a riqueza do seu pensamento, a coerência do seu exemplo vital, a importância da sua ação para uma sociedade e uma Igreja “mais femininas”».

O empenhamento da professora, agraciada pelo presidente Jorge Sampaio com o Grau de Grã-cruz da Ordem do Infante Dom Henrique, «na defesa da ecologia integral» na linha da encíclica “Laudato si’”», do papa Francisco, e «na criação e implementação da Rede Cuidar da Casa Comum, será recordado por Rita Veiga.

A sessão, que decorre a partir das 10h30 na igreja paroquial de S. Tomás de Aquino, em Lisboa, prossegue com contributos de pessoas que acompanharam o «compromisso cívico» de Manuela Silva, de quem serão lidos textos pela atriz Susana Sá.

Depois do almoço partilhado, o pároco da comunidade, P. Nélio Pita, CM, preside à missa, com início marcado para as 15h00.


 

Rui Jorge Martins
Fontes: Público, Religionline
Imagem: D.R.
Publicado em 04.01.2020

 

 

 
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