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Cardeal Tolentino inaugura biblioteca monástica

«É habitual ouvir sintetizar a proposta de vida da Regra de S. Bento no moto “ora et labora”. Em contexto beneditino, está porém há muito estabelecido o uso de uma versão mais completa, que respeita mormente os ensinamentos da Regra: “ora et labora et lege”. Para indicar como também o estudo, a cultura, fazem parte integrante da vida monástica.»

É com estas palavras que o superior do mosteiro de Camaldoli, na Toscânia, 250 km a norte de Roma, anuncia, para domingo, a inauguração da biblioteca monacal, que contará com a participação do responsável pela Biblioteca e Arquivo Apostólicos do Vaticano, Card. José Tolentino Mendonça.

O abade Roberto Fornaciari recorda um «conhecido adágio medieval», «claustrum sine armário quasi castrum sine armamentário», no qual se sublinha «que o mosteiro sem “o armário”, isto é, sem as estantes da biblioteca, é semelhante a um acampamento militar sem arsenal».

Depois de salientar o «valor excecional atribuído pelo mundo monástico aos livros e aos manuscritos quer no Oriente e no Ocidente», o religioso anuncia que o novo espaço será inaugurado com dois dias de estudo, a 10 e 11 de julho.

A nova biblioteca para acolher os cerca de 35 mil volumes do “fundo contemporâneo” (os livros antigos e manuscritos permanecem noutro edifício) resulta da reestruturação de espaços do mosteiro que deixaram de ser usados.

No sábado, o Card. Tolentino proferirá uma comunicação dedicada ao tema “A Bíblia, primeira biblioteca da tradição judaico-cristã”, e no domingo de manhã abre a biblioteca e preside à missa.

Fundada há mil anos por S. Romualdo, a comunidade de monges beneditinos de Camaldoli é composta pelo Sagrado “Eremo” (palavra grega para “deserto”) e pelo mosteiro, onde os monges, «ainda que vivendo em solidão, fazem a experiência de vida fraterna».

Os dois edificados, «mergulhados na paz da floresta, representam duas dimensões fundamentais da experiência monástica, a solidão e a comunhão», explica a página do mosteiro.

A comunidade «vive na busca de Deus, na oração e no trabalho, e abre-se à partilha com os homens e as mulheres (…) sobretudo através da hospitalidade», com uma hospedaria que a todos oferece um espaço «de aprofundamento espiritual e cultural, de diálogo e de encontro».


 

Rui Jorge Martins
Fonte (texto e imagem): Comunità di Camaldoli
Publicado em 09.07.2021

 

 
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