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“Caminho Laudato si’”: Igreja propõe rota de peregrinação com a beleza de pessoas, natureza e cultura

Unir a valorização do território à proximidade experiencial com a ecologia integral, através da celebração, conversão, crise, contemplação, conexão, cura, comunhão, sete palavras que acompanham os sete dias do “Caminho Laudato si’”, idealizado pela Igreja católica em Itália, e que pode inspirar dioceses, paróquias, congregações e movimentos em todo o mundo.

«Uma experiência deste género compreende quer uma imersão plena na natureza, quer um encontro com uma cultura e uma diocese, com as suas regiões e a sua vida quotidiana. Porque o caminho aprofunda sempre a relação», sublinha o P. Bruno Bignami, diretor do Deprtamento para os Problema Sociais e Trabalho do episcopado transalpino, promotor da iniciativa.

A rota, concebida em parceria com o Departamento para a Pastoral do Tempo Livre, Turismo de Deporto dos bispos italianos, e com a diocese de Tursi-Lagonegro, constitui uma «tentativa de ver como na perspetiva da ecologia integral, onde tudo está ligado, o olhar contemplativo sobre a natureza oferece também a capacidade de recuperar laços sociais, as relações e uma história de arte, espiritualidade, santidade, que um território propõe», prossegue.

A partir da encíclica do papa Francisco sobre a “casa comum”, que em 2020 completa cinco anos, a proposta educativa do projeto «é a de um caminho que tenha em conta quer as belezas naturais, quer o valor cultural, espiritual, artístico» do território, mediante uma «profunda reflexão sobre a “Laudato si’” através de uma peregrinação».



«Colocaremos à disposição subsídio de oração e de textos da “Laudato si’”. A cada dia é proposta uma temática: convidamos a deixar os participantes deixarem guiar-se pelo tema e pelas etapas que aos poucos se percorrem»



O trajeto, que se prolonga por uma semana e tem 150 km de extensão, inclui, na primeira parte, uma antiga linha ferroviária convertida em ciclovia, passando depois por um vale, o rio, centros históricos de povoações, descendo, a seguir, para o mar.

É através de belíssimas localidades, burgos antigos e paisagens incontaminadas, entre arte, cultura e tradições, que o Caminho quer promover a reflexão sobre a encíclica, de uma maneira não abstrata, mas através da imersão, conjugando conhecimento, contemplação, encontro, espiritualidade e cuidado pela Criação.

As jornadas serão ritmadas pelo caminho e pela oração: «Colocaremos à disposição subsídio de oração e de textos da “Laudato si’”. A cada dia é proposta uma temática: convidamos a deixar os participantes deixarem guiar-se pelo tema e pelas etapas que aos poucos se percorrem», explica o responsável.

No verão do próximo ano, se as medidas para evitar o contágio o permitirem, está prevista uma primeira viagem. Será «uma espécie de peregrinação 1, a inauguração oficial do Caminho, mas será possível percorrê-lo mesmo antes». O “número zero” aconteceu em agosto, para testar os trilhos e avaliar as dificuldades. Na ocasião, estabeleceram-se acordos com albergues e estruturas do território.

A proposta dirige-se especialmente aos jovens, mas também pode ser ocasião «para solitários, para famílias, pessoas que gostam de reservar alguns dias para fazer uma experiência de caminho».


 

Gigliola Alfaro
In SIR
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Imagem: /Bigstock.com
Publicado em 22.10.2020

 

 

 
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