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Apresentação: “António Barroso e o Vaticano – Correspondência”

O livro “António Barroso e o Vaticano – Correspondência”, de D. Carlos A. Moreira Azevedo, «resultado de três anos de busca intensiva» no Arquivo Secreto da Santa Sé relativa às missivas do antigo bispo do Porto, vai ser apresentado a 17 de maio.

«Nesta obra recolhem-se mais de 400 documentos, em grande parte inéditos, essenciais para entrar no ânimo de uma personalidade, de modo a ir além do já conhecido e sempre repetido», refere a nota de apresentação da obra (312 páginas, 18,00 €), publicada pela Alêtheia Editores.

O autor, bispo e delegado do Conselho Pontifício da Cultura, sublinha que «raras figuras» da história religiosa de Portugal «catalisam, como D. António Barroso, a densidade das características da sua época, permitindo no percurso da sua vida (1854-1918) reunir os grandes debates de um arco de tempo significativo».

«Situamo-nos, realmente, na emergência da ação missionária nos territórios coloniais portugueses, na mudança de regime da Monarquia para a República e na intensificação da vida pastoral das dioceses. A estas questões, o Venerável António Barroso respondeu com a determinação inovadora de quem se deixa conduzir pelo Espírito», assinala.

A investigação oferece as «fontes primárias para analisar as posições pastorais, a liberdade politica e o notável discernimento do ilustre missionário» e responsável pela diocese do Porto.

O livro «apresenta uma breve biografia do prelado barcelense, enriquecida pelos elementos trazidos à luz, e estabelece uma primeira cronologia, onde salta aos olhos o itinerário de uma vida agitada e fecunda, ao serviço do Evangelho, e de um exemplar patriota, atento ao maior bem da humanidade».

D. António Barroso foi missionário em três continentes e intensificou a vida pastoral nas dioceses onde foi colocado.

«O Bispo é uma grande figura de bondade. Dá tudo o que tem»: assim o caracterizou o escritor Raul Brandão, notas reforçadas pelo povo, que o chamava «pai dos pobres», e pela imprensa, que o apelidava de «bispo esmoler».

Contraiu malária em África, doença que o haveria de matar, aos 63 anos. Morreu com fama de santidade, decorrendo no Vaticano a causa da canonização, que tem como postulador o P. João Pedro Bizarro

O livro vai ser apresentado no paço episcopal do Porto, às 21h00, pelo Cón. Jorge Teixeira da Cunha, professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, com a presença do bispo do Porto, D. Manuel Linda.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Capa | D.R.
Publicado em 17.04.2019

 

 

 
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