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Papa aplaude alargamento do Prémio Ratzinger, "Nobel da Teologia", à «beleza» das artes

Papa aplaude alargamento do Prémio Ratzinger, "Nobel da Teologia", à «beleza» das artes

Imagem Arvo Pärt | D.R.

O papa regozijou-se hoje, no Vaticano, por o Prémio Ratzinger, tradicionalmente atribuído a teólogos, ter passado a incluir as artes, numa referência à distinção recebida pelo compositor estónio Arvo Pärt.

«Acolhi com alegria a ideia de alargar o horizonte do prémio para nele incluir também as artes, além da Teologia e das ciências a ela naturalmente ligadas», afirmou Francisco após entregar a distinção ao músico e a Theodor Dieter, teólogo alemão luterano, e Karl-Heinz Menke, teólogo e sacerdote católico igualmente germânico.

«É um alargamento que corresponde bem à visão de Bento XVI, que muitas vezes nos falou de modo tocante da beleza como via privilegiada para nos abrir à transcendência e encontrar Deus. Em particular, admirámos a sua sensibilidade musical e o seu exercício pessoal de tal arte como via para a serenidade e para a elevação do espírito», sublinhou.

Antes, Francisco tinha dirigido um «pensamento afetuoso e intenso ao papa emérito Bento»: «A sua oração e a sua presença discreta e encorajadora acompanham-nos no caminho comum; a sua obra e o seu magistério continuam a ser uma herança viva e preciosa para a Igreja e para o nosso serviço».

«Convido a vossa fundação a prosseguir no compromisso, estudando e aprofundando esta herança e ao mesmo tempo olhando para a frente, para valorizar a sua fecundidade, seja com a exegese dos escritos de Joseph Ratzinger, seja para continuar, segundo o seu espírito, o estudo e a pesquisa teológica e cultural, inclusive entrando nos campos novos em que a cultura contemporânea solicita à fé o diálogo», apontou.



«A verdade de Cristo não é para solistas, mas é sinfónica: requer colaboração dócil, partilha harmoniosa. Procurá-la, estudá-la, contemplá-la e traduzi-la em prática conjunta, na caridade, impulsiona-nos fortemente para a plena união entre nós»



Do diálogo, prosseguiu o papa, «precisa a fé, que se abstrai se não se encarna no tempo; dele precisa a razão, que se desumaniza se não se eleva ao Transcendente».

«Joseph Ratzinger continua a ser um mestre e um interlocutor amigo para todos aqueles que exercitam o dom da razão para responder à vocação humana da procura da verdade», declarou Francisco, que recordou o moto escolhido por Bento XVI quando, antes de ser papa, foi nomeado bispo de Munique e Frisinga.

A divisa “cooperadores da verdade”, frisou o papa, «exprime todo o sentido da sua obra e do seu ministério» e está presente nos diplomas dos prémios entregues hoje, «para significar que também os premiados dedicaram a sua vida à altíssima missão de servir a verdade».

Francisco expressou também satisfação por os distinguidos pertencerem a três confissões cristãs: «A verdade de Cristo não é para solistas, mas é sinfónica: requer colaboração dócil, partilha harmoniosa. Procurá-la, estudá-la, contemplá-la e traduzi-la em prática conjunta, na caridade, impulsiona-nos fortemente para a plena união entre nós: a verdade torna-se assim uma fonte vida de laços de amor cada vez mais estreitos».

Após o discurso do papa foi executado o "Pater Noster", de Arvo Pärt.

O prémio Ratzinger, considerado o “Nobel da Teologia", é entregue anualmente pela Fundação Joseph Ratzinger, instituição dedicada a aprofundar o legado teológico e pastoral do papa emérito Bento XVI.









 

SNPC
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Publicado em 18.11.2017

 

 
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