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Jorge Silva Melo e a questão de Deus: «A ideia do amor é o que me ganha»

Imagem Jorge Silva Melo | Capela do Rato, Lisboa, 21.10.2015 | D.R.

Jorge Silva Melo e a questão de Deus: «A ideia do amor é o que me ganha»

O encenador Jorge Silva Melo foi o primeiro convidado do ciclo "Deus - Conversas de Maria João Avillez", nove encontros que a Capela do Rato, em Lisboa, apresenta até dezembro.

Filho de pai republicano, com a mãe a manter um catolicismo social, Jorge Silva Melo (Lisboa, 1948) encontrou na desobediência da irmã a inspiração para a sua procura do religioso.

Foi no colégio católico onde estudou até aos 14 anos que o cofundador da companhia de teatro Cornucópia ouviu a narrativa bíblica que lhe marcou a existência, a transfiguração de Jesus, em que humanidade e divindade se cruzam. Seduziu-o a suspensão do tempo, em que o esplendor da flor é perene.

O amor, o perdão e o recomeço são a fonte do seu «sim» à Igreja, onde encontrou João Bénard da Costa e a sua geração de católicos que atravessou os anos 60.

Em Londres, onde estudou cinema, Jorge Silva Melo viveu um catolicismo minoritário que tinha como programa a recusa da moda e do sucesso.

Antes da capital britânica, foi uma redação sobre os «novos mártires» que lhe abriu horizontes: suspenso da escola durante três dias, devido à subversão do texto, ganhou do pai a possibilidade de descobrir a Sétima Arte, e nela revelou-se-lhe o cristianismo pobre das origens, de que nunca tinha ouvido falar em casa ou no colégio, mais tarde acompanhado por S. Francisco de Assis e Simone Weil.

Falando de teatro, saber ouvir é o segredo maior, sublinha Jorge Silva Melo, que pede «tempo» para que à luz se desvele o oculto. E Deus está lá sempre, nos textos e atores que escolhe.

Na conversa com a jornalista Maria João Avillez, de que apresentamos excertos no vídeo abaixo publicado, houve ainda oportunidade para falar do esplendor do divino, que se acha no despojamento e no silêncio - longe vai a infância - e da ideia que Jorge Silva Melo tem de Deus.

O programa do ciclo "Deus - Conversas de Maria João Avillez" inclui entre os intervenientes dois candidatos à presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa (4 de novembro) e Maria de Belém (11 de novembro).

O selecionador de futebol Fernando Santos (18 de novembro), o escritor Pedro Mexia (25 de novembro), a fadista Carminho (2 de dezembro), o jornalista Henrique Monteiro (9 de dezembro) e João Taborda da Gama, professor de Direito (16 de dezembro) participam também na iniciativa.

Na próxima sessão, a 27 de outubro, a convidada é Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar. Os encontros, com entrada livre, realizam-se sempre às 21h30.

 




 

Rui Jorge Martins
Publicado em 04.12.2015

 

 

 
Imagem Jorge Silva Melo | Capela do Rato, Lisboa, 21.10.2015 | D.R.
Na conversa com a jornalista Maria João Avillez, de que apresentamos excertos no vídeo abaixo publicado, houve ainda oportunidade para falar do esplendor do divino, que se acha no despojamento e no silêncio - longe vai a infância - e da ideia que Jorge Silva Melo tem de Deus
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