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Apresentação e lançamento de "Magnificat", de António Pinho Vargas

Apresentação e lançamento de "Magnificat", de António Pinho Vargas

Imagem Capa | D.R.

O disco com a obra "Magnificat", de António Pinho Vargas, acompanhada por "De profundis", do mesmo autor, vai ser apresentado este sábado, em Lisboa, estando prevista a disponibilidade em loja a partir de 17 de março.

A peça "Magnificat", estreada em 2013, é interpretada pelo Coro Gulbenkian, tendo sido distinguida no ano seguinte com o Prémio Autores SPA na categoria de Música Erudita.

«Do nº 1 Magnificat - "A minha alma glorifica o senhor "- até ao nº 5 os textos do Magnificat são várias formas de agradecimento e exaltação de Maria que agradece a Deus a sua gravidez. No entanto, a partir do nº 6 Fecit potentiam, há uma mudança de caráter, de direção no texto do Evangelho de S. Lucas. De certo modo o texto passa a fazer a descrição e o elogio da ação divina no mundo», escreveu Pinho Vargas no seu blogue.

O compositor explica a sua compreensão do texto bíblico assinalando que «o Fecit potentiam, traduz-se: "Derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes."; o nº 7, Esurientes, "Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias."; o nº 8, Suscepit Israel, "Socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua posteridade para sempre." e finalmente nº 9 o Gloria», de que reteve apenas essa palavra.

«Este Magnificat tem uma moldura que decidi incluir, para além dos seus números habituais, um Introitus e um Exodus que introduzem e põem fim à peça com uma música similar, transposta uma 3ª menor acima, na qual uma música diversa de todos os andamentos envolve do ponto de vista formal toda a peça e apresenta talvez aquilo que Augusto Seabra descreveu há uns 12 anos como característico da minha música: "uma espécie de angústia de temor latente"», referia o compositor.



O "Cântico de Maria" conhecido como "Magnificat", apresentado no Evangelho segundo S. Lucas (1, 46-55), inspira-se no Antigo Testamento, nomeadamente no salmo de ação de graças que é o Cântico de Ana (1 Samuel 2,1-10), tendo também alusões nos Salmos e nos Profetas.



A obra, segundo Pinho Vargas, é marcada por «dois percursos: aquele que assinala da exaltação de Maria, de 1 a 5 e a descrição do divino como projeto e/ou ação, de 6 a 9/10».

«Diria portanto que há um percurso paralelo ao texto que encontra a sua peripateia, o momento da inversão da ação das tragédias gregas, no nº 6 Fecit Potentiam, no qual descrições da ação divina de certo modo próximas do caráter de muitas passagens do Antigo Testamento, tomam o lugar, em S. Lucas, do direto agradecimento de Maria a Deus. Por isso, o meu Gloria, não é propriamente um Gloria. Tem consigo uma interrogação poderosa na música. O Coro canta Gloria, mas a música, no seu todo, interroga o que é dito e cantado pelo Coro em piano e pianíssimo», acentuou.

O "Magnificat", gravado ao vivo pela Antena 2 no grande auditório da Culturgest, resultou de uma encomenda daquela instituição para o concerto comemorativo dos seus 20 anos. 

Compositor, músico, ensaísta, António Pinho Vargas (n. 1951, Vila Nova de Gaia), é licenciado em História, possui o curso superior de Piano e Mestrado de Composição, obtido em Roterdão, Holanda. É professor na Escola Superior de Música de Lisboa e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Doutorado em Sociologia da Cultura, foi condecorado em 1995 pelo presidente da República Portuguesa com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. 

O "Cântico de Maria" conhecido como "Magnificat", apresentado no Evangelho segundo S. Lucas (1, 46-55), inspira-se no Antigo Testamento, nomeadamente no salmo de ação de graças que é o Cântico de Ana (1 Samuel 2,1-10), tendo também alusões nos Salmos e nos Profetas.

O hino canta a gratidão e a exultação da mãe de Jesus e de todo o povo de Deus pelo cumprimento das promessas divinas, num poema enquadrado pelos temas da justiça de Deus, que socorre os pobres e os pequeninos, e a sua fidelidade e misericórdia para com o povo da Promessa.

Editado pela Warner Classics, o disco vai ser apresentado no dia 11 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, pelas 17h30.



























 

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