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Vinho e cerveja pagam restauro de arte sacra

O vinho «alegra o coração do homem», lê-se nos Salmos, e também por isso, e para se sustentarem, ao longo dos séculos muitas foram as congregações religiosas que criaram, e mantêm, o fabrico de vinho e cerveja.

A tradição está a ser atualizada em Portugal, com a produção, promovida por duas paróquias, da “Cervigreja” e dos “Sete Cavaleiros do Castelo”, bebidas destinadas a recolher fundos para a proteção e restauro do património religioso.

«Procuramos que esta cerveja artesanal fosse como a Igreja deve ser: fresca, leve, cheia de vida e efervescente», explicou o P. Sandro Vasconcelos, da paróquia de Rio Mau, em Vila Verde, onde cada garrafa se podia comprar por 2,5 euros, escreve hoje o Jornal de Notícias.

As primeiras 600 garrafas foram insuficientes para a procura de uma cerveja com 5% de teor alcoólico e à base de trigo, feita por Miguel Vilas Boas, inspetor de automóveis, acólito, ministro da comunhão e cervejeiro amador. As encomendas chegam de vários pontos do país e do estrangeiro.

«Escolhi o trigo porque está relacionado com o pão da comunhão. Como ministro da comunhão e acólito fui, buscar inspiração nesse pão. Tinha que estar nesta cerveja», afirmou ao Diário do Minho, jornal da arquidiocese de Braga

O próximo passo é colocar a cerveja à venda em lojas, e assim reforçar a verba destinada a restaurar os altares laterais da igreja.

«É bom porque faz o bem» é o lema dos “Sete Cavaleiros do Castelo”, que, em Tavira, diocese de Faro, visa igualmente «preservar o património»: «Queríamos um produto de qualidade, não queríamos um vinho barato, só com objetivo comercial, mas que as pessoas tivessem o prazer de consumir o vinho e com o objetivo de fazer o bem», referiu o P. Miguel Neto.

O lucro obtido pelas vendas, resultado da associação a uma empresa especializada, permitiu o restauro de várias peças de arte sacra, estando a ser preparadas duas exposições, contou o pároco à agência Ecclesia.

O sacerdote, gerente da empresa de turismo religioso Artgilão, enfrenta o mesmo desafio de expandir os locais de comercialização, três por agora, mas depara-se com a ausência de «estrutura comercial» que permita a divulgação fora da cidade», não obstante o apoio prestado «por voluntários e por toda a comunidade, que sente que está a conservar e proteger o seu património».

Disponível em tinto, branco e rosé, o vinho apresenta no rótulo a igreja de Santa Maria, «uma das mais emblemáticas de Tavira».








 

Rui Jorge Martins
Fontes: Jornal de Notícias, Ecclesia, Diário do Minho
Imagem: Koonsiri Boonnak/Bigstock.com
Publicado em 29.07.2019

 

 
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