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Universidade de Coimbra cria Academia para o Encontro de Culturas e Religiões

O P. Anselmo Borges, professor catedrático jubilado da Universidade de Coimbra, foi nomeado presidente honorário da Academia para o Encontro de Culturas e Religiões (APECER), fundada no âmbito daquela instituição de ensino superior.

Contando igualmente com o capelão da Universidade, P. Paulo Simões, a APECER, hoje apresentada à imprensa, pretende «enriquecer o diálogo cultural e inter-religioso» entre os estudantes, dos quais 20% são estrangeiros, provenientes de mais de uma centena de países.

Dirigida por João Gouveia Monteiro, docente e investigador do Centro de História da Sociedade e da Cultura, a Academia «propõe-se a organizar encontros e eventos culturais e científicos, promover a «elaboração de estudos em matéria de diálogo entre diferentes confissões religiosas e realizar cursos livres em torno da mesma área , entre outras atividades», refere a Lusa.

O novo organismo visa «desenvolver conhecimento entre as diferentes culturas e religiões numa perspetiva não confessional», centrando-se no «ensino do religioso, e não do ensino religioso», frisou o diretor, que dirige a Biblioteca Geral da Universidade, onde a APECER fica instalada.

Coimbra é uma cidade com tradições no diálogo intercultural e inter-religioso «desde os séculos XII-XIII», quando «era um espaço de encontro entre a religião cristã e a religião islâmica», apontou o responsável, em declarações à televisão da Universidade.



Mesmo que os estudantes «sejam completamente ateus, não tenham qualquer confissão religiosa, beneficiam em saber como é que pensam aqueles que têm compromisso religioso, seja com as religiões monoteístas, seja com as místicas e sapienciais do Oriente»



«Tal como os estatutos da Universidade estipulam, não temos só que acautelar a formação técnica, mas também a formação humana, a formação para uma cidadania plena, e isso, para nós, pressupõe conhecer o trajeto das grandes religiões mundiais, porque foram elas que também inspiraram a cultura dos povos», declarou o docente.

«Sabemos que hoje, no mundo em que vivemos, a questão do esclarecimento religioso, da capacidade de dialogar com o outro que é diferente de nós, mas que é também um ser humano, são questões absolutamente cruciais; sem as conseguirmos superar, jamais conseguiremos construir um mundo de paz», frisou.

Mesmo que os estudantes «sejam completamente ateus, não tenham qualquer confissão religiosa, beneficiam em saber como é que pensam aqueles que têm compromisso religioso, seja com as religiões monoteístas, seja com as místicas e sapienciais do Oriente».

Fernando Florêncio, João Carlos Loureiro e Maria do Rosário Morujão (colaboradora com o Centro de Estudos de História Religiosa, da Universidade Católica Portuguesa) serão os subdiretores da estrutura.

O Conselho Consultivo é composto pela diretora do Instituto Confúcio de Coimbra, Cristina Zhou, a coordenadora da Comissão Instaladora do Museu Judaico de Lisboa, Esther Mucznik, a investigadora Faranaz Keshavjee, o professor de História das Religiões da Universidade de La Laguna (Espanha) Francisco Díez de Velasco, e o presidente da Federação Hindu de Espanha, Juan Carlos Ramchandani.

A atividade da APECER iniciou-se esta segunda-feira com um curso livre de História das Religiões centrado nas três grandes religiões abraâmicas, com inscrições esgotadas, estando programadas conferências, debates e um segundo curso livre (sobre religiões orientais) até ao final do ano.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: BackyardProductions/Bigstock.com
Publicado em 12.02.2020

 

 
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