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«Temos que voltar ao Evangelho para termos consciência de que Jesus vem para os pobres»

«Estamos de tal modo submersos pela economia, que temos que voltar ao Evangelho para termos consciência de que Jesus vem para os pobres», declarou o historiador José Mattoso, ao receber o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes 2019.

Na cerimónia de entrega da distinção atribuída pela Igreja católica, através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que decorreu no sábado, em Fátima, o investigador sublinhou a necessidade «de relativizar a força que o dinheiro dá às grandes empresas, aos bancos, aos financeiros».

Nas palavras que proferiu de improviso, antes de ler o discurso de agradecimento, José Mattoso recordou que também estudou «o papel da mulher na Idade Média e em épocas anteriores», aludindo ao tema da 15.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, sobre a Mulher na Sociedade e Igreja, encontro que foi finalizado com o ato de entrega do prémio.

«Nessa altura, estava-se ainda no início dos estudos sobre o género – ainda não se falava em género, falava-se de mulheres», assinalou, antes de sugerir que se recordassem hoje «os tempos passados, porque o papel da mulher até ao Renascimento era diferente do de hoje, mas não era menos digno».

O ato de entrega do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes 2019 começou pela leitura da ata do júri. Seguiu-se a oferta da escultura “Árvore da Vida” e da importância de 2500 euros, patrocinada pelo Grupo Renascença, e o discurso de José Mattoso, cerimónia que pode ver no vídeo abaixo.

O Prémio Árvore da Vida é atribuído há 15 anos consecutivos pela Igreja católica, através do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, para destacar um percurso ou obra que, além de atingirem elevado nível de conhecimento ou criatividade estética, refletem o humanismo e a experiência cristã.

O júri da edição de 2019 foi constituído pelos bispos D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, e D. Américo Aguiar, presidente do Conselho de Gerência da Renascença, P António Trigueiros, S.J., Maria Teresa Furtado, Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos Seabra Pereira.

Nas edições anteriores, o Prémio galardoou o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer S. J., o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura levado a cabo pela Diocese de Beja, o compositor Eurico Carrapatoso, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo Roberto Carneiro, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, a artista plástica Lourdes Castro, o professor de Medicina e Bioética Walter Osswald, o ator e encenador Luís Miguel Cintra e o ator Ruy de Carvalho.









 

Rui Jorge Martins
Publicado em 03.06.2019

 

 
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