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Revista Portuguesa de Filosofia apresenta fascículo sobre o diálogo dos Jesuítas com a «fronteira do pensamento»

“Habitar as fronteiras do pensamento: Os Jesuítas e a filosofia do séc. XX” é o tema do fascículo da Revista Portuguesa de Filosofia, em torno à «contribuição filosófica de alguns dos mais proeminentes protagonistas» da Companhia de Jesus, que vai ser hoje apresentado em Lisboa.

A publicação de inspiração cristã, que desde janeiro é dirigida editorialmente pelo jesuíta Bruno Nobre, vai ser comentada, na Brotéria, a partir das 19h00, por Inês Bolinhas, Michel Renaud, Ricardo Barroso e P. Andreas Lind, sj, coeditor deste número.

«Desde a fundação da Companhia de Jesus, em 1540, os Jesuítas, individualmente e em conjunto, empenharam-se num fecundo diálogo entre a tradição cristã e as diferentes dimensões da cultura humana. Durante quase cinco séculos, vários jesuítas ensinaram filosofia em instituições acadêmicas em todo o mundo. Alguns deles têm os seus nomes registrados na história da filosofia», sublinha o texto de apresentação do fascículo.

O diálogo com múltiplas perspetivas intelectuais tem sido inspirado num dos traços mais característicos do carisma da Companhia de Jesus, a convicção de que Deus pode ser encontrado em todas as coisas.

No século XX, que a par de «desenvolvimentos sociais, científicos e tecnológicos sem precedentes, foi também palco das duas Guerras Mundiais», um «número significativo» de jesuítas ofereceram «contribuições significativas» para o pensamento, no contexto do «surgimento ou consolidação de correntes filosóficas como o marxismo, a fenomenologia, o existencialismo, o estruturalismo e o pós-modernismo».

Karl Rahner, Frederick Copleston, Bernard Lonergan, William Norris Clarke, John F. Kavanaugh, Teilhard de Chardin, Gaston Fessard, Jean Daniélou, Henri de Lubac, Michel de Certeau, Xavier Tilliette, Paul Valadier, Paweł Siwek, Ignacio Ellacuría, Francisco Taborda, Henrique de Lima Vaz, Diamantino Martins e Júlio Fragata foram alguns dos pensadores, entre outros, «capazes de envolver diferentes correntes filosóficas, problemas e controvérsias de sua época».>

«Fiéis à sua longa tradição de presença nas fronteiras do pensamento, os Jesuítas têm travado um diálogo frutífero com essas tendências intelectuais, oferecendo contribuições relevantes para diferentes debates em curso», refere a nota de abertura.

“Filosofia da religião”, “Filosofia, espiritualidade e mística”, “Na fronteira entre filosofia e teologia”, “Realidade e libertação” e “Natureza, ciência e tecnologia” constituem os cinco capítulos da publicação que, ao longo das mais de 550 páginas, também presta um «tributo filosófico» a Júlio Fragata,

Os editores esperam que este fascículo da Revista Portuguesa de Filosofia, lançado no ano seguinte à celebração dos seus 75 anos e no contexto do Ano Inaciano, lançado no quinto centenário do ferimento em combate sofrido pelo fundador dos Jesuítas, Santo Inácio de Loyola, estimule «um diálogo frutífero e criativo com a filosofia contemporânea».

>O próximo número, previsto para julho, centra-se no tema “Pensando a pandemia: Perspetivas filosóficas”, enquanto a edição de abril foi dedicada a “O Bem na Filosofia Antiga: Leituras contemporâneas”.


 

Rui Jorge Martins
Imagem: Capa | D.R.
Publicado em 07.06.2021

 

 

 
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