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Renovação da Igreja é «absolutamente necessária» e precisa de mais oração, reflexão e cuidado pelos pobres

«Se a renovação da Igreja é inadiável, isto acontece a partir das paróquias», mas para concretizar a primeira e renovar as segundas é necessário começar por combater a «tentação do ativismo», porque hoje em dia «há pouca oração pessoal e muito menos comunitária».

A declaração foi proferida pelo arcebispo de Braga, na homilia da missa a que presidiu, este domingo, na paróquia bracarense de S. Mamede, por ocasião da inauguração do espaço P. Abílio Gomes Correia, sacerdote falecido há 54 anos e que, para o prelado, foi «um reconstrutor da Igreja».

«Contentamo-nos com eucaristias rápidas e o sacrário não é acompanhado. A oração deixou de estar nas agendas quotidianas das pessoas e das famílias. Há exemplos novos maravilhosos. Só que são poucos aqueles que rezam em casa, a caminho do trabalho, no silêncio de uma igreja da cidade ou das nossas aldeias», afirmou D. Jorge Ortiga.

Depois de apontar a necessidade de zeladores que mantenham as igrejas abertas, o arcebispo-primaz vincou que «não bastam as eucaristias»: «Precisamos de momentos de oração. Necessitamos de lausperenes vividos. A oração poderá ser feita em moldes diferentes. O que importa é que rezemos. A obra da renovação não é nossa. Há muita coisa e muitas pessoas que querem que ela não aconteça».

A sugestão de constituir, em cada paróquia, grupos que «de um modo permanente e estável se dedicassem à oração» concluiu a primeira lição que D. Jorge Ortiga extraiu da vida do Venerável P. Abílio Correia, «verdadeiro patrono e modelo» das comunidades católicas.



«Nunca se ama a Deus que não se vê, se não se ama o próximo que se vê. Estes dois amores condicionam-se reciprocamente e tornam-se um só na solicitude e solidariedade para com todos»



O segundo ensinamento é a reflexão e, no seu seguimento, a escuta e o diálogo: «Renovar significa encontrar-se com ideias novas e confrontar-se com quem pensa de um modo diferente. Os novos caminhos necessitam de ser pensados».

«Não estaremos a necessitar de algo que venha promover uma reflexão sinodal sobre a Igreja que somos e a que queremos ser? Não estaremos a precisar de um sério confronto com os novos problemas que afetam a vida das pessoas e das comunidades?», questionou.

D. Jorge Ortiga frisou que «a oração e a reflexão na vida do P. Abílio e da Igreja naquela época não eram atividades fechadas em considerações espirituais e intelectuais. Estavam sempre acompanhadas pela atenção e preocupação em matar a fome aos necessitados».

«Não há renovação paroquial sem compromisso social. Nunca se ama a Deus que não se vê, se não se ama o próximo que se vê. Estes dois amores condicionam-se reciprocamente e tornam-se um só na solicitude e solidariedade para com todos», afirmou.

O arcebispo reiterou que «uma nova imagem da Igreja, através do seu rosto visível que são as paróquias, é absolutamente necessária», e expressou o desejo de que «os sacerdotes acreditem numa nova imagem de paróquia».


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Arquidiocese de Braga
Imagem: BUKHTA/Bigstock.com
Publicado em 05.07.2021

 

 
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