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Quer abrir as portas de uma igreja fechada? Agora já pode: basta tocar no telemóvel

A partir do próximo sábado passarão a 23 as igrejas nas regiões italianas de Piemonte e Valle d’Aosta que poderão ser visitadas autonomamente e em condições de segurança 365 dias por ano, com uma aplicação que se instala no telemóvel.

Coordenado pela Igreja católica, o projeto “Igrejas de portas abertas”, considerado único na Europa, amplia, desde setembro de 2019, as oportunidades de acesso à arte sacra. Começou por uma fase experimental, que durante um ano permitiu que cinco mil pessoas entrassem em 13 espaços sagrados, número que quase duplica no primeiro dia de agosto.

Depois de descarregar a aplicação (“app”) no telemóvel, o utilizador regista-se e agenda a visita gratuita. Chegado ao local, no horário selecionado, basta enquadrar um código QR (“QR Code”) no telemóvel para abrir a porta da igreja.

Quando o sistema é ativado, inicia-se uma explicação áudio, ligada a um sistema de iluminação dos detalhes artísticos, como frescos e capitéis. No termo da visita, a porta do edifício fecha-se automaticamente.

No seguimento das disposições sanitárias para a contenção do coronavírus, a entrada nas capelas está restringido a cinco pessoas de cada vez. À entrada foram colocados dispensadores com desinfetante.

«Na pandemia e nas suas consequências na economia, a grande dificuldade é manter a confiança. A beleza é uma ajuda para acreditar na vida: para isso é importante que o projeto "Igrejas de portas abertas" continue e cresça», declarou o bispo de Pinerolo.

Trata-se de oferecer «uma experiência na beleza para se sair mais confiante», acrescentou D. Derio Olivero, também delegado para os bens culturais eclesiásticos de Piemonte e Valle d’Aosta.

Para o presidente da Fundação CRT, entidade privada ligada ao setor da banca, a aplicação «é uma preciosa aliada da cultura, um instrumento de valorização do território, tanto mais importante nesta fase da pandemia, que vê prevalecer um turismo de proximidade e um distanciamento prudente».

«Os visitantes podem voltar finalmente a “respirar beleza”, entrando com toda a segurança em bens que muitas vezes são pouco conhecidos, privados de proteção humana e em regiões difíceis de alcançar», sublinhou Giovanni Quaglia.









 

In Avvenire
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 30.07.2020

 

 
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