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Que a memória da chegada à Lua inspire hoje mais justiça para os pobres, pede papa Francisco

O papa recordou hoje os 50 anos da chegada do homem à Lua, realização de um «sonho extraordinário», e apelou a que o feito, e os recursos técnicos e financeiros gastos para o alcançar, inspirem a eliminação das inúmeras exclusões que continuam a atingir milhões de seres humanos.

«Que a recordação daquele grande passo para a humanidade acenda o desejo de progredirmos juntos para objetivos ainda maiores: mais dignidade aos frágeis, mais justiças entre os povos, mais futuro para a nossa comum», declarou Francisco após a oração mariana do Angelus, no Vaticano.

Quando os primeiros astronautas chegaram à Lua – o papa evocou a conhecida frase de Neil Armstrong, «um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade» -, Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, tinha 32 anos e preparava-se para a ordenação sacerdotal, celebrada cinco meses depois, a 13 de dezembro de 1969. Este ano, por isso, também se assinala o meio século do papa Francisco como padre.

Antes da oração, o papa comentou a passagem do Evangelho proclamada nas missas deste domingo, na qual Jesus é acolhido na casa de Maria e Marta, tendo chamado a atenção desta por estar demasiado inquieta e distraída das suas palavras, ainda que ao serviço, e elogiado a primeira por ter preferido escutá-lo.

«Que tudo seja posto de parte quando Ele vem visitar-nos na nossa vida, a sua presença e a sua palavra vêm acima de cada coisa. O Senhor surpreende-nos sempre: quando nos colocamos a escutá-lo verdadeiramente, as nuvens dissipam-se, as dúvidas dão o lugar à verdade, os medos à serenidade, e as várias situações da vida encontram a justa colocação», afirmou.

O evangelista Lucas «mostra a atitude crente do orante, que sabe estar na presença do Mestre para o escutar e colocar-se em sintonia com Ele. Trata-se se fazer uma pausa durante o dia, de recolher-se em silêncio, alguns minutos, para dar espaço ao Senhor que passa, e encontrar a coragem de permanecer um pouco "à parte" com Ele, para regressar depois, com serenidade e eficácia, às coisas de todos os dias».

«Ao louvar o comportamento de Maria, que "escolheu a melhor parte", Jesus parece repetir a cada um de nós: "Não te deixes esmagar pelas coisas que há a fazer, mas escuta antes de tudo a voz do Senhor, para realizar bem as tarefas que a vida te entrega», apontou.

A Evangelho deste domingo recorda que «a sabedoria do coração está precisamente em saber conjugar» a «contemplação e a ação»: «Se queremos saborear a vida com alegria, devemos associar estas duas atitudes: de um lado, o "estar aos pés" de Jesus, para o escutar enquanto nos desvela o segredo de cada coisa; de outro, estar atento e pronto na hospitalidade, quando Ele passa e bate à nossa porta, com o rosto do amigo que precisa de um momento de alívio d de fraternidade», sublinhou.


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: D.R.
Publicado em 21.07.2019 | Corrigido em 23.07.2019

 

 
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