Itália
Presidente do Pontifício Conselho da Cultura comenta "Os Justos", de Camus
O presidente do Pontifício Conselho da Cultura, o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, comenta esta sexta-feira, em Roma, a peça "Os Justos", de Albert Camus (1913-1960), escritor francês que em 1957 obteve o Prémio Nobel da Literatura.
A sessão ocorre na Igreja de Jesus, na sequência da apresentação no mesmo espaço da peça redigida em 1949 e interpretada por oito atores.
A dramatização, baseada na história verdadeira de um grupo de revolucionários socialistas russos que em 1905 mataram o tio do czar, o grão duque Sergei Alexandrovich, explora os dilemas morais relacionados com o homicídio e o terrorismo.
«Não importa o quão extraordinárias algumas das situações desta peça possam parecer, o facto é que são a verdade. Isto não quer dizer que "Os Justos" é uma peça histórica. Mas todos os personagens existem e agiram como escrevi», esclareceu Camus na introdução.
«Mantive o nome real do herói, Kaliaiev. Não o fiz por falta de imaginação, mas por respeito e admiração por aqueles homens e mulheres que, no mais vil dos esforços, não foram capazes de se livrar dos seus próprios corações», apontou.
A Igreja de Jesus propõe até 14 de abril a iniciativa "No princípio Deus criou... Nas origens da vida. Nas raízes da fé", ciclo de diálogos baseado no Génesis, primeiro livro da Bíblia.
Os encontros realizados em pareceria com o Pontifício Conselho da Cultura começaram a 11 de novembro com Gianfranco Ravasi e Ferruccio de Bortoli, que refletiram sobre "O cosmos. A natureza. A pessoa humana 'forjada' por Deus, Uma ecologia cristã do ambiente e da pessoa".
Rui Jorge Martins
© SNPC |
15.02.13









