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Poder espiritual

«Sinto que a pregação é uma das necessidades mais vitais da nossa sociedade, desde que usada de maneira correta. Sou da opinião de que para o ministro da pregação a sinceridade não é suficiente. O ministro deve ser sincero e inteligente ao mesmo tempo…

Penso além disso que o ministro deve ter convicções bem enraizadas. No púlpito há demasiados ministros dotados de grande carisma oratório, e muito poucos são aqueles que possuem poder espiritual. A minha convicção profunda é que eu, como aspirante ao ministério eclesiástico, deverei possuir tal faculdade.»

Nesta ardente e límpida reflexão de Martin Luther King, jovem aspirante a pastor e pregador, de quem se assinalam os 90 anos de nascimento a 15 de janeiro, intui-se desde logo, de modo flagrante, o fogo que marca os grandes espíritos.

O jovem estudante negro (era a terminologia que então se usava), que luta pelos direitos dos negros numa América ainda profundamente racista, não é apenas um lutador, um combatente indómito, já destinado ao martírio, como virá a acontecer.

Luther King é também um homem que, a par dos místicos, dos grandes religiosos, dos xamãs, dos poetas e dos artistas, acredita na centralidade do Poder Espiritual. O mártir há de morrer, mas o seu poder espiritual sobrevive, vence.


 

Roberto Mussapi
In Avvenire
Trad.: Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 04.01.2019

 

 
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