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Cinema

Director do IndieLisboa quer que a Igreja continue a apoiar o Festival

O director do IndieLisboa, Nuno Sena, revela-se satisfeito com o resultado da presença da Igreja Católica no festival, esperando que ela se repita e reforce no futuro.

Em entrevista à Ecclesia, o responsável explicou que conheceu a Signis (Associação Mundial Católica para a Comunicação) no âmbito do contacto com festivais internacionais, além do Festroia, que também inclui um prémio atribuído por aquele organismo.

Nuno Sena reconhece a importância do prémio e revê-se nos seuscritérios de selecção, com base na qualidade técnica e artística das obras e conjunto de valores universais que os filmes exploram e promovem.

Para o director do festival, foi extraordinariamente feliz a conjugação de vontades entre a organização e os representantes da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, cujo prémio, ao incidir na produção nacional em competição, entre curtas e longas metragens, contribui para o apoio e promoção do cinema português.

Além do valor monetário da distinção - dois mil euros - o Prémio Signis – Árvore da Vida 2010 encerra uma marca de qualidade que certamente contribui para a valorização e promoção do filme premiado aos olhos do público nacional e dos principais agentes do mundo cinematográfico português e estrangeiro: programadores, meios de comunicação, críticos, festivais ou distribuidores.

FotoCerimónia de abertura da edição de 2010

Este ano, o Prémio concedido ao documentário “Pelas Sombras”, de Catarina Mourão, coincide com a escolha do público. Mais uma conjugação feliz a provar uma postura atenta, aberta e disponível da Igreja às novas leituras, tendências e registos cinematográficos.

 

O início do IndieLisboa

Foi durante os anos em que trabalhou na Cinemateca que Nuno Sena descobriu o imenso e cativante mundo dos festivais. Entusiasmou-o acima de tudo o acesso à produção cinematográfica não necessariamente comercial mas de ponta.

A ideia do Indielisboa surgiu em Nuno Sena, Rui Miguel Pereira e Miguel Valverde como o preenchimento de um espaço de promoção do cinema nacional e estrangeiro inédito, num formato com padrões de qualidade e inovação inequívocos que não se colasse nem viesse a substituir o já ocupado por outros festivais, mostras ou ciclos.

FotoMinistra da Cultura, Gabriela Canavilhas, na sessão de abertura

Foi graças ao contacto que qualquer um já tinha com a produção e os grandes festivais internacionais que, de caneta e papel na mão, delinearam em 2004 os grandes fundamentos do projecto Indie.

Primeiro, trazer a Portugal o que de melhor se fazia lá fora em termos de cinema independente e sem exclusividade de género, como o fantástico, terror, documental, ou outro; segundo, implementar o mesmo tipo de festival que se via no estrangeiro, entre os melhores, trazendo não só os filmes mas também os realizadores, proporcionando debates e organizando ateliês em ambiente descontraído e próximo entre convidados e público

Finalmente, tornar o Indielisboa uma grande montra de cinema português, em Portugal e a nível internacional, proporcionando o acesso de jornalistas, críticos, programadores e outros agentes da industria cinematográfica estrangeira à produção nacional, em primeiríssima mão. Graças a esta projecção, a carreira de alguns filmes nacionais tem sido incluída na programação de diversos festivais internacionais.

Imagem

No final deste sétimo Indie, além da alegria por mais uma edição de sucesso cumprida, verificou-se um recorde de espectadores, que ultrapassaram os 44 mil, mais 25% do que na edição do ano passado.

 

Margarida Ataíde / SNPC
Fotografia: IndieLisboa
03.05.10

Foto
Nuno Sena

 

 

 

 

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