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Paulo VI: evocação em palavras e imagens

Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini nasceu a 26 de setembro de 1897, em Concesio (Lombardia), de uma família abastada da classe alta. 

O pai, advogado que não exercia, distinguiu-se promover a ação social.

Giovanni era uma criança frágil, que recebeu a sua primeira educação dos Jesuítas, perto de sua residência, em Brescia. Mesmo depois de entrar no seminário (1916), foi autorizado a viver em casa por questões de saúde. 

Após a ordenação presbiteral, em 1920, foi enviado para Roma, com o objetivo de estudar na Universidade Gregoriana e na universidade da capital italiana. Em 1922, foi transferido para a Accademia dei Nobili Ecclesiastici, para estudar diplomacia, ao mesmo tempo que prosseguia o curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana.

Em 1923, foi enviado para Varsóvia como adido da nunciatura, mas quatro anos depois regressou a Roma por causa dos efeitos nefastos na sua saúde causados pelos invernos polacos. Ficou então a trabalhar no gabinete da Secretaria de Estado da Santa Sé, onde permaneceu 30 anos.

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Além de ensinar na Accademia dei Nobili Ecclesiastici, foi nomeado capelão da Federação de Estudantes Universitários Católicos italianos, missão que teria um efeito decisivo sobre as suas relações com os fundadores do Partido Democrata Cristão, após a II Guerra Mundial (1939-1945).

Acompanhou o cardeal Pacelli, então secretário de Estado da Santa Sé, a Budapeste (1938), para o Congresso Eucarístico Internacional. Na eleição de Pacelli como papa Pio XII, em 1939, Montini foi reconfirmado na Secretaria de Estado. Durante a II Guerra Mundial foi responsável pela organização da assistência a refugiados políticos.

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Em 1952, Pio XII anunciou a intenção de criar Montini cardeal, mas este, juntamente com Domenico Tardini, pediu dispensa. Nesse ano foram ambos nomeados pró-secretários de Estado.

Montini foi escolhido para arcebispo de Milão em 1953, tendo tomado posse no início de 1955. Depressa se tornou conhecido como «arcebispo dos trabalhadores». Revitalizou a diocese, pregou a mensagem social do Evangelho, trabalhou para reconquistar a classe trabalhadora, promoveu a educação católica.

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No consistório de 1958, já sob o pontificado de João XXIII, foi um dos 23 prelados admitidos ao Colégio Cardinalício. Mais tarde foi nomeado para a Comissão Preparatória Central do concílio Vaticano II (1962-1965).

Montini sucedeu a João XXIII no dia 21 de junho de 1963. Na sua primeira mensagem ao mundo, comprometeu-se com a continuação do trabalho iniciado pelo predecessor.

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O celibato sacerdotal, questão removida do debate da quarta sessão do concílio, foi objeto de uma encíclica, o mesmo sucedendo com a regulação dos nascimentos. As controvérsias sobre estes documentos tenderam a ofuscar os últimos anos de seu pontificado.

Paulo VI perdia em comparação com João XXIII no que diz respeito às simpatias da imprensa, bem como em relação à imagem jovial e extrovertida do antecessor. Aqueles que o conheciam melhor, descrevem-no como um homem brilhante, profundamente espiritual, humilde, reservado e gentil, um homem de «cortesia infinita».

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Foi um dos papas que mais viajou e o primeiro a visitar cinco continentes. A bem sucedida conclusão do concílio Vaticano II deixou a sua marca na história da Igreja.

Merecem também destaque a reforma da Cúria Romana, o discurso na assembleia geral da ONU, em 1965, a encíclica Populorum progressio (1967), a instituição do Dia Mundial da Paz, que desde 1968 se assinala a 1 de janeiro, a carta Octogesima adveniens (1971), sobre a doutrina social da Igreja, e a exortação apostólica Evangelii nuntiandi, sobre a evangelização no mundo contemporâneo.

Morreu há 35 anos, a 6 de agosto de 1978, dia em que a Igreja católica assinala a festa da Transfiguração do Senhor.

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Evocação de Paulo VI por João Paulo II (excertos)
Audiências gerais de 1 e 8.8.1979 (Vaticano)

«O pontificado de Paulo VI não foi porventura um tempo de profunda transformação, promovida pelo Espírito Santo através de toda a atividade do Concílio, convocado pelo seu Predecessor? Paulo VI, que herdara de João XXIII a obra do Concílio logo após a primeira sessão de 1963, porventura não se encontrou no próprio centro desta transformação, primeiro como Papa do Vaticano II e depois como Papa da realização do Vaticano II, no período mais difícil, imediatamente após o encerramento do Concílio?»

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«O Papa, que nos deixou no ano passado, na solenidade da Transfiguração do Senhor, recebeu do Espírito Santo o carisma do seu tempo. Se de facto a transformação da Igreja deve servir para a sua renovação, é necessário que aquele que a empreende possua uma consciência particularmente forte da identidade da Igreja. A expressão de tal consciência, manifestou-a Paulo VI sobretudo na sua primeira Encíclica Ecclesiam Suam, e depois continuamente: proclamando o Credo do Povo de Deus e emanando uma série de normas executivas relativamente às deliberações do Vaticano II, inaugurando a atividade do Sínodo dos Bispos, fazendo passos de pioneiro quanto à união dos cristãos, reformando a Cúria Romana, internacionalizando o Colégio Cardinalício, etc.»

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«Perante as inquietações do período pós-conciliar, aquele singular "carisma da Transfiguração" demonstrou-se "bênção e dom para a Igreja". Assim Paulo VI tornou-se Mestre e Pastor das inteligências e das consciências humanas, em questões que exigiam a decisão da sua suprema autoridade. Serviu Cristo e a Igreja com aquelas admiráveis firmeza e humildade que lhe permitiram ver, com olhos de fé e de esperança, o futuro da obra que estava a construir.»

«João XXIII costumava definir esta transformação [da Igreja] com a palavra "atualização". Todavia a este grande processo, ao qual o "Papa da bondade" deu só o início, o Papa Paulo VI dedicou todo o seu difícil Pontificado de quinze anos.»

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«Paulo VI, na sua missão a favor da transformação da sorte do homem na terra, pôs sempre em primeiro lugar a grande causa da paz entre as nações. A esta causa dedicou a máxima atenção, o maior cuidado e desvelo. Basta recordar as mensagens anuais no Dia Mundial da Paz, que lhe permitiram desenvolver esta grande e central temática ética dos nossos tempos, sob diversos pontos de vista.»

«Não podemos (...) recordar o dia da morte do grande Pontífice sem nos determos a meditar, ao menos por um instante, em toda a herança do seu grande espírito.»

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FotoCom John Kennedy, presidente dos EUA

 

FotoCom o futebolista brasileiro Pelé

 

FotoImpondo as cinzas no início da Quaresma

 

FotoCom Golda Meir, primeira-ministra de Israel

 

FotoCom o cardeal Wojtyla, futuro papa João Paulo II

 

FotoCom o cardeal Ratzinger, futuro papa Bento XVI

 

FotoEm Fátima (esta e fotos seguintes)

 

FotoPaulo VI empreendeu a primeira visita de um papa a Portugal, em maio de 1967, no cinquentenário das aparições de Nossa Senhora aos videntes Lúcia, Francisco e Jacinta. Fotos (esta e seguintes): Santuário de Fátima

 

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Nota biográfica: Vaticano | Com SNPC
© SNPC | 06.08.13

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Paulo VI

 

 

 

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