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Paróquia institui prémio para distinguir composição inédita de música sacra

A paróquia de S. Tomás de Aquino, em Lisboa, anunciou a instituição do Prémio P. Miguel Carneiro, no valor de mil euros, para distinguir uma composição inédita de música sacra.

O galardão internacional destina-se a candidatos dos 16 aos 50 anos, que devem trabalhar o texto Te Deum em latim, ou a versão em português disponibilizada na página da paróquia.

O objetivo da iniciativa é homenagear um «singular compositor», por ocasião do 50.º aniversário da fundação do coro do Sagrado Coração de Jesus, que fundou e dirige, e que tem residência na paróquia lisboeta entregue ao cuidado pastoral do P. Nélio Pita, CM.

Natural de Vila de Ponte, Guimarães, o P. Miguel Carneiro recebeu a ordenação sacerdotal em 1957, depois de estudar nos seminários da arquidiocese de Braga, onde concluiu o curso de Teologia.

Tendo como Manuel Faria mestre em Composição, foi convidado, em 1959, para colaborar com o fundador e diretor da Rádio Renascença, Mons. Lopes da Cruz, para quem compôs uma Missa de Requiem, cantada no dia das exéquias solenes.



Com a instituição deste prémio, a paróquia pretende dar a conhecer tão importante legado para a música sacra em Portugal, e estimular o ressurgimento de novos compositores



Frequentou o Conservatório de Música de Lisboa, onde concluiu o curso superior de Canto, com o professor Oliveira Lopes, colaborou continuamente com a Revista de Música Sacra (Braga) e lecionou formação musical no Colégio Militar e no Externato da Luz, até à aposentação.

Presença assídua na RTP na seleção dos coros que participam na eucaristia de domingo, o P. Miguel Carneiro tem a sua vasta obra parcialmente publicada pela Paulus Editora, que se associa à distinção.

«Com a instituição deste prémio, a comunidade paroquial de S. Tomás de Aquino pretende, por um lado, dar a conhecer tão importante legado para a música sacra em Portugal e, por outro, estimular o ressurgimento de novos compositores no nosso panorama musical», sublinha uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Os originais, inéditos, não podem ter sido tocados em público ou gravados. As peças, com a duração de 15 a 20 minutos, devem ser escritas para coro (SATB e/ou vozes brancas) e órgão, sem recurso a meios eletrónicos.

As candidaturas, que começaram no domingo, prolongam-se até 20 de fevereiro de 2020. Não há limite de número de obras a apresentar por cada candidato. O resultado será divulgado a 4 de abril.

A obra vencedora vai ser apresentada em concerto, no dia 28 de junho, na paróquia de São Tomás de Aquino. A Paulus Editora lançará o livro com partituras e eventual CD. O júri poderá atribuir mais duas menções honrosas, que se somam às composições a apresentar ao público.


Imagem D.R.

 

Rui Jorge Martins
Imagem: D.R.
Publicado em 30.09.2019

 

 

 
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