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Papa louva confessores que «não estão de chicote na mão», saúda os namorados e prepara início da Quaresma

O papa elogiou hoje os padres que, no sacramento da Reconciliação, não transmitem à pessoa penitente um rosto castigador de Deus, mas o seu «estilo», caracterizado em Jesus pela «proximidade, compaixão e ternura», e que, quando é necessário, transgride as antigas prescrições divinas que o separam dos ostracizados pela sociedade e pela religião.

«Permitam-me aqui um pensamento para tantos bons sacerdotes que têm essa atitude de atrair as pessoas, tantas pessoas que se sentem como se não fossem nada, que se sentem por terra, com os pecados», e que são acolhidas com «compaixão» e «ternura» por «confessores que não estão de chicote na mão», antes afirmam que «Deus é bom, que perdoa sempre, que não se cansa de perdoar. A esses confessores misericordiosos, peço hoje, a todos vós, um aplauso, aqui», disse Francisco.

Referindo-se à memória litúrgica de S. Valentim, dia dos namorados, o papa sublinhou que «não pode faltar» uma «felicitação»: «Acompanho-os com a minha oração e abençoo-os».

Ao antecipar o início da Quaresma, que ocorre na Quarta-feira de Cinzas, após o Entrudo, o papa desejou que as semanas de preparação para a Páscoa sejam «um tempo favorável» para conceder um «sentido de fé e esperança à crise» que está a ser vivida.

Os migrantes voltaram a estar presentes na oração do Angelus, desta vez com uma palavra de «gratidão» às pessoas que trabalham em seu favor, e hoje, em particular, com um «obrigado» às autoridades da Colômbia - país «com tantos problemas», mas a que não falta «coragem» -, que implementaram o estatuto de proteção temporária às pessoas que fogem das condições de pobreza na Venezuela.

Francisco saudou igualmente as comunidades de raízes eslavas que foram evangelizadas por Cirilo e Metódio, santos sem «medo», evocados também hoje em memória litúrgica, e pediu a sua intercessão com vista à «plena unidade» dos cristãos, no respeito das suas «diferenças».

No Evangelho proclamado nas missas deste domingo (Marcos 1, 40-45), meditado pelo papa, relatam-se «duas transgressões» à lei religiosa judaica: um leproso, que deveria manter-se distante do povo, devido ao elevado grau de contágio da sua doença, aproxima-se de Jesus, e este, não temendo ficar impuro, por «compaixão», toca nele com «ternura» e limpa-o da lepra.








 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: soupstock/Bigstock.com
Publicado em 14.02.2021

 

 
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