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Papa lembra início do Ano da Família e pede «impulso pastoral» para a inserir «no centro» da Igreja e sociedade

Francisco sublinhou hoje que na próxima sexta-feira, 19 de março, data em que a Igreja celebra a solenidade litúrgica de S. José e se assinala o Dia do Pai, começa o “Ano da Família ‘Amoris Laetitia’”, «um ano especial para crescer no amor familiar» e oportunidade para relançar o tema no catolicismo e no mundo.

Após a oração do Angelus, o papa convidou a um «impulso pastoral renovado e criativo para colocar a família no centro da atenção da Igreja e da sociedade».

«Rezo para que cada família possa sentir na sua casa a presença viva da Santa Família de Nazaré, que preenche as nossas pequenas comunidades domésticas de amor sincero e generoso, fonte de alegria inclusive nas provações e nas dificuldades», assinalou.

O papa também recordou o décimo aniversário do início do «sangrento» conflito na Síria, «que causou uma das mais graves catástrofes humanitárias» da atualidade, provocando «um número indeterminado de mortes e feridos, milhões de refugiados, milhares de desaparecidos, destruições, violências de todo o género e sofrimentos hediondos para toda a população, em particular os mais vulneráveis, como as crianças, as mulheres e as pessoas idosas».



«Basta apenas pedir o perdão, e Ele perdoa. Assim encontraremos a verdadeira alegria e poderemos alegrar-nos pelo perdão de Deus que regenera e dá vida»



Depois de dirigir um «apelo sentido» às partes em conflito para que «manifestem sinais de boa vontade» com vista a abrir «um rasgo de esperança para a população arrasada», Francisco apelou a um «compromisso decidido, construtivo e solidário da comunidade internacional, de maneira que, depostas ar armas, se possa voltar a coser o tecido social e começar a reconstrução e a retoma económica».

Antes, ao comentar o Evangelho proclamado nas missas de hoje, quarto domingo da Quaresma, no qual se acentua a alegria no seio de um tempo marcadamente penitencial, o papa frisou que a vinda de Jesus ao mundo «provoca uma escolha: quem escolhe as trevas vai ao encontro de um juízo de condenação, quem escolhe a luz terá um juiz de salvação».

«O juízo é sempre a consequência da opção livre de cada um: quem pratica o mal, procura as trevas, o mal oculta-se sempre, encobre-se. Quem faz a verdade, ou seja, pratica o bem, vem à luz, ilumina os caminhos da vida. Quem caminha na luz, quem se aproxima da luz, só pode fazer boas obras», observou.

Cada ser humano é convidado a nunca esquecer que «Deus perdoa sempre, sempre»: «Basta apenas pedir o perdão, e Ele perdoa. Assim encontraremos a verdadeira alegria e poderemos alegrar-nos pelo perdão de Deus que regenera e dá vida», mesmo que esse processo implique a «crise» pessoal, essencial para a «cura» e para que a alegria «seja plena».


 

Rui Jorge Martins
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: Rido81/Bigstock.com
Publicado em 14.03.2021

 

 
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